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Euribor a seis meses renova mínimo pela quarta sessão consecutiva

As taxas interbancárias prolongaram a tendência de descida da última sessão, nas principais maturidades. Os prazos de seis e 12 meses renovaram mínimos históricos, enquanto a Euribor a três meses também recuou.

Mario Draghi, presidente do BCE
Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 21 de Maio de 2013 às 11:26
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Dados económicos negativos na Zona Euro divulgados na última semana estão a aumentar as expectativas quanto a uma possível descida da taxa de juro de referência. 

 

A Euribor a seis meses recuou 0,1 pontos base para 0,293%, nesta quarta sessão consecutiva em queda. Por ser a maturidade mais utilizada como indexante no crédito à habitação em Portugal, a sua descida pode levar a uma ligeira descida das prestações pagas pelas famílias aos bancos.

 

No prazo de três meses, as taxas interbancárias cederam 0,1 pontos base para 0,198%, de acordo coma fixação diária da Federação Europeia de Bancos. Já a Euribor a um mês mantém-se inalterada nos 0,112%.

 

A maturidade mais longa das Euribor, 12 meses, continua também a perder terreno, tocando nesta sessão valores nunca antes vistos ao recuar 0,2 pontos base para 0,475%. A Euribor a nove meses manteve-se inalterada nos 0,387%.

 

Quando anunciou o corte da taxa de juro de referência da Zona Euro de 0,75% para 0,5%, o Banco Central Europeu (BCE) deixou a porta aberta para uma nova descida da taxa directora, se a economia da região continuasse a apresentar sinais negativos.

 

Apesar disto sondagens realizadas pela Reuters e pela Bloomberg não apontam para uma descida da taxa directora em tempos próximos. A média dos economistas consultados pela agência britânica estima que o preço do dinheiro fique em 0,50% até meados de 2014. Já os analistas consultados pela agência Bloomberg apontam para a manutenção da taxa em 0,50% até ao final do ano.

 

Na última semana, a Eurostat revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro diminuiu 0,2%, no primeiro trimestre de 2013, decepcionando os analistas que estimavam uma menor descida do indicador.

 

A suportar também a descida dos juros da Zona Euro está a forte travagem da inflação na região. O Eurostat divulgou, quinta-feira, que a taxa de inflação homóloga da região diminuiu de 1,7%, em Março, para 1,2%, em Abril, sinalizando que não há pressões inflacionistas, na região. A autoridade monetária ganha, assim, espaço para umanova descida dos juros.

 

A possível descida da taxa de juro dos depósitos em Frankfurt, actualmente nos 0%, não foi também descartada. Segunda-feira, Ignazio Visco, membro do BCE, terá afirmado que o corte sobre a remuneração dos depósitos dos bancos junto da autoridade monetária seria uma “forma efectiva de ajudar a economia da Zona Euro”, escreve a Reuters.

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