Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Exceções nos limites no crédito ao consumo terminam hoje

O regulador tinha aprovado um alívio dos limites no acesso a crédito pessoal para suprir necessidades de liquidez temporária, devido à pandemia.

Tiago Sousa Dias
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 30 de Setembro de 2020 às 18:36
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O Banco de Portugal decidiu que não vai prorrogar as exceções temporárias aos limites na concessão de novos créditos aos consumidores, que pretendiam facilitar o acesso ao crédito para fazer face a situações de quebra de liquidez temporária, para além de 30 de setembro. Assim, a partir do início do próximo mês voltam a prevalecer as recomendações da medida macroprudencial da entidade implementadas em 2018.

Entre o dia 1 de abril e 30 de setembro, o Banco de Portugal implementou um conjunto de exceções temporárias nos limites no crédito ao consumo, de modo a facilitar o acesso das famílias a crédito para fazer face a situações de quebra de rendimento temporária por parte das famílias.

As medidas previam que os novos contratos de crédito pessoal com maturidades até dois anos, celebrados entre 1 de abril e 30 de setembro "com o objetivo de mitigar situações de insuficiência temporária de liquidez das famílias, não necessitam de ter pagamentos regulares de capital e juros, nem de cumprir o limite ao rácio entre o montante total das prestações mensais associadas a todos os empréstimos detidos pelo mutuário e o seu rendimento mensal líquido (rácio DSTI)".

"Tendo em consideração a alteração abrupta e significativa das condições económicas e financeiras causada pela pandemia de COVID-19, e apesar dos elementos de flexibilidade já previstos na recomendação, o Banco de Portugal entendeu que era adequado introduzir uma medida de flexibilidade adicional, de cariz excecional e temporário, tendo em vista assegurar, no muito curto prazo, liquidez às famílias", explica a entidade em comunicado.

O Banco de Portugal previa reavaliar a extensão das medidas antes do fim do prazo das exceções, mas considerou que, "na análise de uma amostra de instituições representativas de cerca de 90% das novas operações de crédito concedidas a particulares, não foram concedidos novos créditos nelas enquadráveis", daí não prolongar as exceções.

Deste modo, a 1 de outubro, as instituições de crédito voltam a ter que aplicar os limites recomendados pelo regulador ao nível da taxa de esforço face ao rendimento disponível.

Ver comentários
Saber mais Banco de Portugal crédito ao consumo medida macroprudencial liquidez
Mais lidas
Outras Notícias