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Fitch elogia Governo português mas alerta que caminho é "longo e doloroso"

Para a agência de notação financeira Fitch, Portugal "necessitará nos próximos anos" de apoio do FMI e da UE.

Negócios com Lusa 19 de Janeiro de 2012 às 11:56
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Portugal enfrenta a um caminho "longo e doloroso" para a recuperação económica e, ainda que o Governo esteja "no caminho certo", o país necessitará nos próximos anos" de apoio do FMI e da UE, disse hoje um responsável da Fitch.

Edward Parker, director gerente de 'ratings' soberano da agência de notação, disse à Lusa em Madrid que a previsão é de que "a economia portuguesa continue a emagrecer este ano" com as dificuldades a manterem-se durante "vários anos".

"Portugal está numa situação muito difícil, com dívida privada e pública muito elevada e um défice orçamental que tem que corrigir. E tem que recuperar a competitividade depois dos salários terem subido acima da produtividade durante muito anos", afirmou.

"Enfrenta um caminho longo e doloroso de recuperação. O novo Governo está no caminho certo. Estão a actuar bem no que toca aos planos orçamental e às reformas em curso, mas temos que recordar qual foi o ponto de partida", sublinhou.

Parker, que hoje traçou um cenário de dificuldades em 2012 para toda a zona euro, admitiu que "ninguém quereria ter que começar por onde Portugal está agora", afirmando que "não há alternativa" ao ajuste orçamental mas isso terá, necessariamente, um impacto negativo no crescimento.

"Tem que reduzir o défice orçamental, a dívida relativamente ao PIB continua a subir e continuará se não houver cortes no défice orçamental. Só cortando o défice se conseguirá recuperar a confiança", disse.

"Não há alternativa a isso mas, infelizmente, isso terá um efeito negativo no crescimento", considerou.

Parker referiu que a expectativa é de que Portugal continue com o seu programa, com "algum êxito na redução do défice e eventualmente a recuperação do crescimento" mas vaticinou que isso "demorará vários anos" e que o país "terá que continuar a contar com fundos do FMI e da UE nos próximos anos".

"O desafio é conseguir suficiente progresso nos próximos 18 meses para convencer os mercados de que Portugal deu a volta à situação e está novamente num caminho positivo", afirmou.

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