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Fitch: "Só um empenho político continuado" garante sucesso do programa de Portugal

Agência de "rating" está confiante de que Portugal será capaz de cumprir as metas do défice nos próximos anos, graças às medidas de consolidação e às privatizações. Riscos continuam "significativos", pelo que só um "empenho político continuado" fará o programa ter sucesso.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 12:35
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“A Fitch acredita que os novos objectivos do défice [para os próximos anos] serão atingidos, graças à adopção por parte do Governo de novas medidas de consolidação orçamental e aos planos de privatização, que devem recolocar a dívida em trajectória sustentável a partir de 2014”, escreve a agência em nota a que o Negócios teve acesso.

“No entanto, continuam a ser significativos os riscos para o ajustamento económico e estrutural. O programa só será bem sucedido se existir um empenho continuado na consolidação e nas reformas estruturais”, acrescenta a Fitch.

A Fitch, que mantém “rating” de “lixo” há cerca de um ano, salienta que “apesar de a fragilidade económica coloque um desafio para o programa de austeridade do Governo, o reequilíbrio e reforma da economia de Portugal está a fazer progressos”. “A conta corrente está a melhorar e o País está a cumprir com o esforço de reforma definido pelos seus credores”.

O cumprimento do programa de ajustamento é, aliás, um dos factores que poderão levar a Fitch a subir o “rating” de Portugal. Outro factor capaz de pressionar o “rating” em alta seria um regresso “bem sucedido” aos mercados de dívida de longo prazo em 2013.

Por outro lado, factores que podem penalizar o “rating” seriam um desempenho “substancialmente pior que o esperado” da economia e/ou uma “derrapagem significativa” do Governo face às metas orçamentais”, escreve Maria Malas-Mroueh, directora da agência de “rating”.

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