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IBEX volta a cair mais de 2% enquanto juros de Espanha aliviam

A bolsa madrilena continua a destacar-se entre as suas congéneres, sendo das que mais cai. Já as "yields" da dívida espanhola continuam a aliviar, depois de ontem Espanha ter conseguido ir ao mercado financiar-se, colocando mais obrigações do que a meta inicial.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 18 de Abril de 2012 às 12:05
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Espanha tem estado sob pressão, com a especulação em torno da necessidade do país receber apoio financeiro internacional. Os juros têm disparado, superando a fasquia dos 6% no prazo a 10 anos, e a bolsa tem afundado para mínimos de três anos.

O mercado aguardava pelas emissões de dívida de Espanha, que esta semana faz várias colocações. Ontem realizou dois leilões, um a 12 meses e outro a 18 meses. E ainda que tenha pago juros mais elevados do que na última emissão, a verdade é que conseguiu colocar mais do que o montante máximo estipulado.

Espanha colocou um montante total de 3.178 milhões, acima dos três mil milhões previstos.

As duas emissões trouxeram alguma acalmia aos mercados, com os juros a aliviarem e a bolsa a recuperar. Isto na sessão de ontem.

Hoje, o comportamento das obrigações no mercado secundário continua a ser de alívio em todos os prazos. Já o IBEX voltou às perdas acentuadas.

A “yield” da dívida a dois anos está a descer 4,9 pontos base para 3,384% e, no prazo a cinco anos a queda é de 11,1 pontos para 4,631%. A 10 anos a descida é de 9,4 pontos para 5,793%. Mas ainda esta semana, a “yield” das obrigações a 10 anos superou os 6%, um patamar considerado como ilustrativo do receio dos investidores em torno da necessidade de Espanha receber apoio financeiro, tal como Portugal ou a Grécia.

Já o IBEX está a desvalorizar 2,58% para 7.182,90 pontos, sendo o índice que mais perde entre os principais congéneres europeus, depois de ontem ter subido 2,28%. O índice espanhol acumula assim uma perda de 16,15% desde o início deste ano, e tem renovado mínimos de Março de 2009.

A queda do índice está a ser provocada por 35 dos 36 membros que o compõem.

A desvalorização mais pronunciada é a da Iberdrola, que cede 7,13% para 3,623 euros, uma descida justificada pela venda de uma posição no capital da eléctrica por parte da ACS.

Esta queda surge depois de ter sido revelado que a ACS vendeu uma participação de 3,692% que detinha na Iberdrola por 3,62 euros por cada acção. Ora este preço está 7,20% abaixo do valor de fecho das acções da eléctrica na sessão de ontem. Esta operação surge depois dos bancos terem obrigado a ACS a reduzir a sua posição no capital da Iberdrola. Caso contrário teria de apresentar mais garantias, de acordo com o “El Economista”.

A ACS é a terceira cotada que mais cai, ao descer 5,60%, já que a venda da posição na Iberdrola foi feita a um preço mais baixo do que o valor que está contabilizado no balanço da ACS. E com isso, a construtora terá de assumir uma perda superior a 500 milhões de euros.
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