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Impacto do corte de "rating" no fundo de resgate de Portugal será conhecido em breve

A manutenção do triplo "A" do FEEF está a ser analisada pela S&P, na sequências dos cortes de notação financeira de nove países da Zona Euro, afirmou Moritz Kraemer, administrador dos "ratings" soberanos europeus da Standard & Poor's.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2012 às 18:04
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A agência de notação financeira Standard & Poor’s vai revelar em breve qual o impacto dos cortes de “rating” da dívida de países da Zona Euro no fundo que participa no resgate de Portugal.

Moritz Kraemer, o administrador delegado dos “ratings” soberanos europeus da S&P, afirmou que a decisão sobre o impacto dos cortes de notação soberana no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), gerido pelos países da Zona Euro e que participa, por exemplo, no resgate a Portugal, será anunciada “em breve”.

Vários analistas têm adiantado que a descida da classificação de risco de vários países da Zona Euro, que retirou o triplo “A” à Áustria e à França, irá levar também à perda de triplo “A” do FEEF. Além disso, também o montante que gere (440 mil milhões de euros) poderá ficar comprometido.

Sobre o corte de “rating” a nove países da Zona Euro na sexta-feira (incluindo Portugal), Kraemer assinalou que os líderes europeus têm reagido à crise e não actuado para a impedir. “Pouco tem sido feito para responder aos principais problemas nesta crise”, disse o administrador da agência à Bloomberg.

Relativamente à Grécia, Moritz Kraemer defendeu que a interrupção das negociações entre o Governo e os credores privados faz com que o tempo esteja a escassear para se decidir qual será, afinal, o perdão de dívida para os detentores de obrigações helénicas. Um acordo que terá de ser feito até 20 de Março, quando chegarem ao vencimento obrigações no montante de 14,5 mil milhões de euros.

“Acho que há uma grande vontade política para evitar a situação, por isso, o jogo ainda está em pé”, disse o responsável da S&P na entrevista à Bloomberg. Kraemer salientou que os líderes europeus estão conscientes de que um incumprimento desordenado da Grécia poderá ter ramificações “substanciais” para outros países na Zona Euro.
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