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Itália e Espanha começam semana com bolsa em queda e juros a disparar

Acções italianas e espanholas caem pela sexta sessão consecutiva, com receios de extensão da crise da dívida europeia.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 09:45
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As bolsas italianas e espanholas começaram a semana a perder perto de 1% e com os juros a dispararem mais de 10 pontos base na generalidade dos prazos. Os mercados financeiros continuam a recear um contágio da crise da dívida a estes países, numa altura em que as autoridades da Europa voltam a discutir uma nova ajuda à Grécia.

Os juros sobre as obrigações dos países periféricos estão a marcar uma forte subida no mercado secundário, onde são indicados os valores a que os investidores pretendem transaccionar os títulos de dívida que têm nas suas carteiras. Com a intensificação dos receios de que a Itália seja o próximo País a pedir ajuda externa, os investidores exigem maiores juros.

De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, as “yields” italianas sobem 30,3 pontos base para 3,81% no prazo a dois anos. Estiveram já em máximos de Outubro de 2008. Com valores que não se registavam desde Agosto de 2008, os juros sobem 24,2 pontos base para 4,83% na maturidade a cinco anos. As maturidades mais curtas registam todas avanços acima de 20 pontos base.

Por sua vez, a 10 anos, os ganhos são de 18,6 pontos base para 5,46%, tendo tocado já no máximo desde Junho de 2002.

Em Espanha, os juros também estão a avançar. A dois anos, ganham 24,2 pontos base para 4,01%, máximo de Setembro de 2008. Com a taxa acima de 4%, a Espanha deixa de ter qualquer maturidade com “yields” inferiores a esta "barreira".

A cinco anos, os juros ganham 21,7 pontos para 5,15%, ao passo que a dez anos seguem nos 5,85%, ao somarem 17,3 pontos base. Neste último prazo, a distância face às “bunds” alemãs atingiu um máximo desde a entrada no euro.

A diferença entre as obrigações dos países periféricos e as “bunds” germânicas acentua-se, na medida em que as últimas estão em queda, ao passo que as primeiras estão a disparar.


A queda nas bolsas
O sector mais penalizado por juros mais elevados é a banca. E as acções do sector financeiro têm influência no comportamento negativo da banca de Espanha e de Itália. As acções seguem em queda pela sexta sessão consecutiva.

O IBEX-35 perde 0,94% para os 9.845,2 pontos, continuando abaixo da barreira dos 10.000 pontos. Na segunda-feira passada, a bolsa estava a negociar acima dos 10.460 pontos.

O Santander está entre as cotadas que mais pressiona o índice espanhol. Cai 1,1% para 7,481 euros, enquanto o BBVA deprecia 1,22% para negociar nos 7,428 euros.

Na Itália, o FTSE MIB cai 0,9% para 18.878,85 pontos, depois de afundar 3% na última sessão. Estava no início da semana passada acima dos 20.000 pontos. O índice italiano está em mínimos de Junho de 2010.

Os bancos italianos estão a desvalorizar, como aconteceu na semana passada. A Banca Montei Dei Paschi perde 2,04% para 0,505 euros, ao passo que o Intesa cai 0,79% para os 1,641 euros. O maior banco do país, o UniCredit, soma 1,3% para 1,248 euros, embora tenha já afundado 3,65%. Na sexta-feira, a queda foi de 7,85%.

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