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Itália quer levar responsáveis da S&P e Fitch a julgamento por manipulação de mercado

Os procuradores da cidade de Trani, do sul de Itália, já apresentarem queixas contra sete funcionários de duas agências de "rating" em que os acusam de manipulação de mercado. As agências negam qualquer erro no seu comportamento em 2011, quando baixaram a notação financeira da dívida italiana.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 15:49
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Há já vários meses a investigar as agências de “rating”, os procuradores da cidade de Trani, no sul de Itália, apresentaram hoje, segunda-feira, acusações contra sete responsáveis de duas das principais agências de “rating” internacionais.

Os procuradores de Trani pretendem que cinco responsáveis da Standard & Poor’s e dois da Fitch sejam julgados numa acusação de manipulação de mercado relativa às descidas da notação financeira da dívida italiana que ocorreram em 2011, anunciou a autoridade tributária italiana citada pelas agências internacionais.

A apresentação da acusação acontece depois de, em Janeiro, os procuradores terem ordenado buscas nos escritórios em Milão da S&P e da Fitch, numa operação em que pretendiam avaliar a influência das opiniões das agências de “rating” nos preços das acções italianas na altura em que foram cortados os "ratings".

Conforme conta a Reuters, a acusação indica que houve uma fuga de informação sobre os relatórios preparados pelas agências sobre Itália e sobre o sistema bancário italiano. Esses relatórios, em 2011, terão chegado a pessoas que não pertenciam à agência durante o período de negociação bolsista, o que penalizou o preço dos títulos.

Apesar de acusarem nomes da S&P e da Fitch (segundo a AFP, entre os alvos da queixa estão Deven Sharma, que liderou a S&P entre 2007 e 2011, e David Riley, director operacional da Fitch), os procuradores deixaram cair as acusações sobre dois responsáveis da Moody’s.

S&P nega acusações

A Standard & Poor’s já reagiu à acusação para negar qualquer má conduta. “Estas acusações são destituídas de qualquer fundamento e não têm qualquer valor já que o nosso papel é publicar opiniões independentes sobre a credibilidade do crédito, de acordo com as nossas metodologias, que são públicas e transparentes, e que são aplicadas, de forma consistente, em todo o mundo”, apontou a S&P numa resposta por e-mail, citada pela Reuters.

A Fitch não comentou ainda esta acusação em específico mas tem negado qualquer erro no desempenho do seu papel.

Os procuradores de Trani apresentaram apenas acusações, que têm de ser agora confirmadas por um juiz. Só se tal acontecer é que o caso segue para julgamento, explica a AFP.

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