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Itália vende dívida a curto prazo com juros mais baixos depois de palavras de Draghi

Depois do leilão de obrigações a dois anos de ontem, em que Itália teve de aceitar juros mais altos, o tesouro italiano conseguiu hoje emitir dívida a seis meses com custos mais baixos do que no anterior leilão comparável. Juros que são, contudo, bastante superiores aos praticados há três meses.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Julho de 2012 às 10:36
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Um dia depois de Mario Draghi sinalizar que tudo será feito para manter o euro, Itália foi ao mercado de dívida. E com sucesso. O país conseguiu colocar toda a dívida que pretendia e com custos de financiamento mais baixos do que no anterior leilão.

O tesouro italiano vendeu 8,5 mil milhões de euros em obrigações com uma taxa de juro implícita média de 2,454%. Uma “yield” que ficou aquém da praticada no leilão de Junho, que ficou nos 2,957%.

Apesar da descida desta taxa de juro pedida pelos compradores, a “yield” do leilão de curto prazo de hoje ficou ainda bastante acima da taxa de juro implícita média da emissão de Abril, em que a “yield” média ficou nos 1,772%.

O rácio de cobertura (bid-to-cover), que calcula o total de ofertas em relação ao montante colocado, ficou em 1,614 vezes, praticamente igual ao do leilão do mês passado (1,615).

O sucesso do leilão de dívida de curto prazo acontece um dia depois de Mario Draghi ter trazido optimismo para os mercados, dizendo que o Banco Central Europeu (BCE) irá fazer tudo o que for necessário para preservar a união monetária. Numa declaração em que acrescentou: “Acreditem em mim, será suficiente”.

O leilão de hoje sucede-se à emissão de longo prazo de ontem, em que o tesouro italiano colocou 2,5 mil milhões de euros em obrigações a dois anos mas teve de pagar juros mais altos do que no leilão anterior

Itália tem estado no centro do furacão da actual fase da crise da dívida, com a escalada das taxas de juro implícitas no mercado secundário, indicando a desconfiança dos investidores face à dívida transalpina, logo após a dívida de Espanha. A assistência financeira à banca espanhola e os pedidos de ajuda das comunidades autónomas no país trouxeram pessimismo para o s mercados, a que se juntou a ajuda de Roma a Sicília. A acrescentar, o banco central italiano baixou as previsões de crescimento para o país no ano passado.
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