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Itália imita êxito de Espanha em leilão de dívida

Itália pagou taxas mais baixas no primeiro leilão de dívida de longo prazo do ano, com o apetite dos investidores pela dívida dos países mais fragilizados – visível também no leilão que Espanha esta semana – a compensar a incerteza política no país.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 11:23

O Tesouro italiano emitiu 3,5 mil milhões de euros em obrigações a três anos, o máximo do montante previsto, e mais 1,5 mil milhões na forma de duas linhas de obrigações com taxa variável.

 

A emissão de referência, a três anos, contou com uma procura 1,45 vezes superior ao montante colocado, o que ajudou a que o Estado italiano cortasse os custos implícitos para 1,85%, contra os 2,5% num leilão realizado há um mês.

 

“Como era esperado, depois do leilão bem sucedido realizado por Espanha esta semana, este foi um resultado robusto e em linha com o recente bom desempenho da dívida dos periféricos”, escreve Lyn Graham-Taylor, analista do Rabobank, em nota distribuída aos clientes.

 

A corrida para a convergência nos custos de financiamento dos países do euro, iniciada no Verão passado após a apresentação do novo programa de intervenção do BCE, está a suportar o apetite dos investidores pelas rendibilidades atractivas da dívida dos países mais fragilizados, agora que os riscos são vistos como mais controlados.

 

No caso de Itália, esse efeito está a compensar a incerteza que existe no país relativamente às eleições do próximo mês. E também no caso espanhol alguns analistas começam a reduzir as probabilidades de que o país vizinho necessite de pedir ajuda externa no primeiro trimestre, visão predominante entre os analistas mas que o Rabobank começa a considerar “prematura”.

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