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Juros do crédito à habitação voltam a cair em abril e atingem novo mínimo histórico

O juro médio do crédito à habitação voltou a reduzir-se em abril e fixou-se em 0,947%, segundo os dados do INE.

Despejos que coloquem habitação em risco devem ser suspensos, defendem representantes dos inquilinos.
Sérgio Lemos
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As taxas de juro implícitas no crédito à habitação voltaram a cair em abril deste ano, depois de um ligeiro aumento em março, e mantiveram-se assim, abaixo do patamar de 1%. Os dados foram divulgados esta quarta-feira, 20 de maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que o capital médio em dívida aumentou naquele mês.

Os dados publicados esta manhã pelo INE mostram que a taxa de juro média no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 0,947% em abril de 2020, abaixo da taxa de 0,998% registada em março. Os juros do crédito à habitação atingem, assim, um novo mínimo desde, pelo menos, janeiro de 2009, data em que tem início esta série estatística do INE.

Apesar de ligeira, esta foi, também, a queda mensal mais acentuada desde fevereiro de 2013, mostram ainda os dados do INE.

Em abril, a taxa média caiu em todos os tipos de financiamento, incluindo naquele que foi destinado à aquisição de habitação, onde os juros também ficaram, pela primeira vez, abaixo de 1%.

No financiamento à aquisição de habitação, o que tem maior peso no conjunto do crédito à habitação, os juros caíram de 1,019% em março para 0,964% em abril. Já no financiamento à construção de habitação, a taxa média caiu de 0,810% para 0,787%, enquanto na reabilitação de habitação reduziu-se de 1,129% para 1,075%.

Também nos contratos celebrados nos três meses anteriores à análise do INE houve uma redução das taxas médias, em todos os destinos de financiamento. A nível global, o juro médio caiu de 1,118% em março para 0,891% em abril. A queda foi mais acentuada no financiamento à aquisição de habitação, onde o juro médio caiu de 1,115% para 0,882%.

Já o capital médio em dívida voltou a aumentar, em 46 euros, fixando-se em 53.886 euros em abril, enquanto a prestação média caiu de 249 euros para 237 euros.

Notícia atualizada pela última vez às 11h25 com mais informação.
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