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Juros a dois anos com maior queda mensal de sempre

Juros da dívida portuguesa estão a registar fortes quedas na sessão de hoje. A descida acumulada desde o início do mês é a maior desde a entrada no euro. São menos 123 pontos base, com a taxa a recuar para uma fasquia inferior a 11%.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 15:23
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A reunião de hoje do ministro das Finanças europeus, onde se prevê a aprovação do programa de ajuda financeira a Portugal, está a contribuir para a descida dos juros da dívida pública no mercado secundário. As declarações dos responsáveis, e a aprovação do Parlamento da Finlândia à ajuda a Portugal estão a ajudar os juros a aliviarem das subidas recentes que levaram as taxas para níveis nunca vistos, desde que o País se juntou ao euro.

Se o mês terminasse hoje, a queda mensal seria a maior desde a entrada no euro, no prazo a dois anos. E nos restantes a queda também é acentuada.

A taxa de juro das obrigações a dois anos recua 46,7 pontos base para 10,828%, segundo as taxas de juro genéricas da Bloomberg. A descida de hoje eleva para 123,6 pontos base a queda acumulada desde o início do ano. Esta é a maior desde a entrada no euro, superando a descida registada em Maio do ano passado, altura em que o Governo apresentou um plano de austeridade que inclui o aumento das taxas de IVA e agravamento do IRS e IRC.

Em Maio de 2010 foi quando a Grécia recebeu a aprovação do pedido de ajuda.

A queda das taxas de juro está a ser generalizada entre os principais prazos.

Na sessão de hoje, os juros das obrigações a cinco anos estão a cair 35,1 pontos base para 11,109%, aumentando para 40,9 pontos base a descida do mês – a maior desde Outubro de 2010.

Já no prazo mais longo, a 10 anos, a “yield” está a descer 20,5 pontos base para 9,010%, aumentando para 63,3 pontos base desde que o mês começou. Esta é também a maior queda desde Novembro de 2008.

A descida das taxas de juro surge num dia marcado pela reunião dos ministros das Finanças europeus, com vista à aprovação do programa de ajuda financeira a Portugal.

O dia está ainda a ser marcado pelo escândalo sexual que envolve o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Os responsáveis europeus já reiteraram que este escândalo não deverá ter implicações no que respeita à ajuda europeia a Portugal.

O próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, demonstrou hoje, à entrada para a reunião, estar confiante, considerando que as questões que pudessem existir em relação ao programa de ajuda a Portugal já foram resolvidas.

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