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Juros continuam em queda. Taxa a dez anos renova mínimos de seis meses

Os juros da dívida pública portuguesa mantêm a tendência de queda registada desde o início do ano. Nos restantes países periféricos, a tendência é de alta ligeira.

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Os juros da dívida pública portuguesa, no mercado secundário, mantêm a tendência de queda verificada desde o início de 2014.

 

As taxas de juro caem em todos os prazos. A dois anos, a taxa que os investidores exigem para trocar dívida entre si desce 4,5 pontos base para 2,574% e a cinco anos a queda é mais expressiva, estando a taxa de juro a resvalar 11,7 pontos base para os 4,298%. A dez anos, a taxa de juro cede oito pontos base para os 5,571%, sendo que este é o valor mais baixo desde 3 de Junho de 2013. Já na última sexta-feira, dia 3 de Janeiro, nesta maturidade a taxa de juro tinha tocado os 5,66%, também um mínimo de seis meses.

 

Nos restantes países periféricos, a tendência é de alta ligeira. No caso de Itália, as taxas de juro sobem em todos os prazos. A dois anos, os juros sobem 1,9 pontos base para os 1,040%, a cinco anos, a taxa de juro avança 2,4 pontos base para 2,512% e, a dez anos, regista-se uma subida de 2,5 pontos base na taxa de juro para os 3,940%.

 

No caso da dívida espanhola, verifica-se igualmente uma subida das taxas de juro em todos os prazos, sendo que, a dois anos a subida é de 4,2 pontos base para 1,111% e a cinco anos, a taxa de juro exigida pelos investidores para trocarem dívida entre si, avança 1,6 pontos base para os 2,422%. Já a dez anos, a taxa de juro cresce dois pontos base para os 3,894%.

 

Desde o início de 2014 que os juros das obrigações soberanas portuguesas estão em queda, o que também se vinha a verificar nos outros países periféricos do euro, o que está a traduzir-se numa descida acentuada do prémio de risco dos títulos portugueses.

 

A descida é mais evidente e acentuada nos prazos mais curtos. A dois anos, nas duas primeiras sessões deste ano a “yield”, neste prazo,recuou perto de 70 pontos base.

 

Esta queda dos juros está a provocar um forte alívio no risco da dívida portuguesa, medido pelo diferencial (“spread”) face à dívida alemã. Na última sexta-feira, a diferença entre a “yield” dos títulos portugueses a 10 anos e das “bunds” alemãs com a mesma maturidade estava nos 365 pontos base (3,65 pontos percentuais).

 

Este é o nível mais baixo desde Fevereiro de 2011, dois meses antes do Governo liderado por José Sócrates ter solicitado assistência financeira internacional. 

 

Esta descida das taxas de juro praticadas no mercado secundário têm lugar numa altura em que o Tesouro português pode estar a preparar uma emissão de dívida de longo prazo. Ainda na última sexta-feira, o banco de investimento norte-americano JP Morgan, numa nota aos clientes, admitiu a possibilidade de Portugal emitir dívida a cinco anos ainda neste mês de Janeiro.

 

O banco considera ainda que o objectivo do IGCP, de emitir obrigações do Tesouro num montante a rondar os sete mil milhões em 2014, deverá ser atingível. 

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