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Juros da dívida caem na Europa após leilão de Espanha e Itália

As taxas de juro implícitas na dívida pública dos países da Zona Euro estão a sofrer quedas significativas, depois de Itália e Espanha terem conseguido colocar dívida em condições muito favoráveis. Os dois países aprovaram, recentemente, medidas de austeridade.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 13:41
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A tendência de descida dos juros já se verificava durante a manhã, mas acentuou-se depois das operações conduzidas pelos governos de Espanha e Itália.

A “yield” da dívida portuguesa a dois anos desce 73,4 pontos base para 12,477% e o juro implícito nas obrigações a cinco anos cai 6,7 pontos base para 15,136%. Na maturidade de 10 anos a queda é de 27,8 pontos base para 12,470%.

Na dívida Espanha a queda é de 22,3 pontos base para 5,102% nas obrigações a 10 anos e os juros implícitos na dívida de Itália com a mesma maturidade caem 39,8 pontos base para 6,587%.

Descidas que reflectem o resultado dos leilões de obrigações que os dois países levaram hoje a cabo. Espanha colocou obrigações no valor de 9,98 mil milhões de euros, numa operação com valor indicativo de cinco mil milhões de euros e em que conseguiu juros mais baixos.

Já Itália conseguiu financiar-se a menos de metade do custo em que incorrera na última emissão de dívida. A “yield” foi de 2,735%, o que compara com a taxa de 5,952% verificada num leilão semelhante realizado em 12 de Dezembro, ao emitir dívida no valor de 12 mil milhões de dólares, como previsto.

“São boas notícias”, disse a analista da Evolution Securities, Elisabeth Afseth, à Bloomberg. “Especialmente o leilão de Espanha com o dobro do montante emitido, o que é um bom começo para cobrirem todas as suas necessidades de financiamento para o trimestre”, disse.

Recorde-se que Espanha aprovou, ontem, medidas de austeridade no valor de 15 mil milhões de euros. Já Mario Monti, primeiro-ministro de Itália, apelou a que os investidores reconhecessem os esforços de redução da dívida em 1,9 biliões de euros, depois de uma reunião com Angela Merkel.

A taxa de juro implícita na dívida de França negociada no mercado secundário também está em queda. Na maturidade de 10 anos, os juros descem de 10,4 pontos base para 3,055%.

A única excepção à descida da “yield” que os investidores exigem para deter exposição à dívida europeia verifica-se nas obrigações alemãs, com detentores de “bunds” a reduzirem a sua exposição à segurança relativa da dívida alemã.

Nos restantes activos também se faz sentir a preferência que os investidores estão hoje a denotar por activos com maior risco. As acções europeias valorizam mais de 1%, o euro aprecia 0,20% face ao dólar e o petróleo avança mais de 1% nos mercados internacinais.

Risco da dívida cai na Europa Ocidental

O índice Markit iTraxx de contratos para a cobertura do risco de incumprimento de 15 países da Europa Ocidental caiu 14 pontos base para 354 pontos base. Já os contratos relativos à dívida de Itália cai 32 pontos base para 484 pontos base e os de Espanha recuam 23 pontos base para 390 pontos base, diz a Bloomberg que cita a CMA.
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