Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Juros da dívida portuguesa a dois anos perdem mais de 60 pontos base

Em dia de elogios da Moody’s ao programa de resgate de Portugal, os investidores pedem rendibilidades mais baixas para trocar obrigações portuguesas. Comportamento da dívida nacional contraria, assim, a pressão exercida sobre as dívidas italianas e espanholas.

  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...
As rendibilidades pedidas pelos investidores para negociar títulos de dívida portuguesa estão a intensificar as descidas. Nos prazos mais curtos, os deslizes são superiores a 10 pontos base.

A dois anos, as rendibilidades exigidas no mercado secundário caem 60,8 pontos base. No fecho de sessão de sexta-feira, as obrigações nacionais a dois anos eram trocadas com uma taxa de juro implícita de 12,6%. Hoje, com a queda registada, a “yield” destas obrigações com maturidade em 2014 segue nos 12%. Na quinta-feira, a taxa seguia nos 13%.

A três anos, a desvalorização da “yield” também é significativa, caindo 30,7 pontos base para os 12,3%. No início da sessão, a taxa chegou, contudo, a subir aos 14%.

As quebras são extensíveis a todas as taxas genéricas compiladas pela agência Bloomberg. As obrigações a 10 anos estão a negociar com uma taxa de juro implícita de 12,18%, com uma quebra de 6,9 pontos base.

O desempenho das “yields” sobre a dívida portuguesa acontece num dia em que a agência Moody’s salienta que “as estatísticas do primeiro trimestre mostram que o programa [de consolidação em Portugal] continua no bom caminho”. Razão pela qual há, escreve a agência de notação financeira, “espaço para optimismo”. Ainda assim, a empresa evidencia que é “demasiado cedo para cantar sucesso”.

Portugal contraria Espanha e Itália

As descidas nas taxas de juro implícitas praticadas nas operações de troca de dívida pública portuguesa contrariam as subidas verificadas nas “yields” das dívidas italiana e espanhola.

Na primeira sessão após o anúncio da injecção de 19 mil milhões de euros no espanhol Bankia, os investidores castigaram os bancos em bolsa. O que se acabou por repercutir no mercado obrigacionista, com os investidores a recearem a situação dos bancos de Espanha e a possibilidade de terem de ser alvo de resgate externo – algo já negado pelo líder do Executivo espanhol Mariano Rajoy.

As taxas de juro implícitas à dívida espanhola sobem em torno de 10 ponto base em todas as maturidades, a mesma dimensão que no caso das obrigações italianas. Em Espanha, aliás, a diferença da “yield” das obrigações espanholas a 10 anos à dívida germânica no mesmo prazo subiu, de manhã, aos 509 pontos base, um novo máximo desde a fundação do euro.

Isto porque, enquanto sobem as "yields" da dívida espanhola, descem as taxas sobre as obrigações alemãs, procuradas pelos investidores como um refúgio em épocas de crise.
Ver comentários
Saber mais juros obrigações yields taxas de juro implícitas mercado secundário de dívida Portugal Moody's
Outras Notícias