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Juros da dívida pública a dois anos superam os 9%

As "yields" das obrigações portuguesas continuam a renovar sucessivos máximos históricos. Após os juros a cinco terem superado os 10%, foi agora a vez dos juros a dois anos superarem os 9%.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 15:13
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No dia em que a agência de notação financeira Moody’s cortou o rating da dívida portuguesa em um nível e a Fitch baixou a classificação da banca portuguesa, os juros das obrigações portuguesas estão em alta em todos os prazos.

A maior subida ocorrer agora na maturidade a dois anos, tendo já superado os 9%. Os juros da dívida pública portuguesa sobem 25,9 pontos base para os 9,072%

A taxa de juro da dívida a dois anos continua, assim, acima da remuneração das obrigações com maturidade a 10 anos. Um sinal de que existem receios de que Portugal incumpra o pagamento da dívida e algo que já não acontecia desde 2004 com a dívida portuguesa.

Os juros da dívida a 10 anos avançam 17 pontos base para os 8,761%. As "yields" das obrigações a cinco anos já tocaram nos 10,116% mas entretanto abrandaram os ganhos e seguem nos 9,942%.

As "yields" das obrigações portuguesas mantêm a trajectória ascendente, no dia em que a agência Moody’s baixou o "rating" de Portugal em um nível de A3 para Baa1 e disse que poderá efectuar mais cortes.

A Moody’s afirma que quem ganhar as eleições legislativas vai ter que recorrer ao FEEF "com carácter de urgência".

Este corte acontece depois da Fitch ter reduzido em três níveis Portugal na passada sexta-feira, de A- para BB-, mantendo as perspectivas "negativas", o que significa que poderá voltar a cortar a notação financeira do País.

No dia 29 de Março, a Standard & Poor's baixou o "rating" de Portugal para BBB-, um nível acima de "junk". Para a S&P, Portugal vai ter que recorrer à ajuda externa para se financiar.

Já esta tarde, a Fitch baixou o rating de seis bancos portugueses. O Montepio e o Banif sofreram um corte que coloca os seus "ratings" num nível considerado de "lixo". BCP, BPI e CGD têm os seus "ratings" em BBB-, nível idêntico ao da República portuguesa e a um degrau do "lixo".

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