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Juros da dívida aproximam-se dos 5% a 10 anos

As taxas implícitas na dívida pública está em queda pela segunda sessão consecutiva e pela quarta vez esta semana, aproximando-se da fasquia dos 5% que chegou a derrubar na semana passada.

1 de Abril de 2011-  Fitch corta 'rating' de Portugal em três níveis para próximo de 'lixo', de 'A-' para 'BBB-'. Quatro dias depois a Moody’s reduz a notação financeira do país para Baa1 e admite voltar a cortar.
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Janeiro de 2014 às 13:48
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Os juros portugueses estão a recuar em todos os prazos num dia em que as acções europeias estão a negociar em baixa, devido aos receios de instabilidade nos mercados emergentes. Os juros da Alemanha, Espanha e Itália também descem depois de o Eurostat ter divulgado um nível de inflação abaixo do esperado nos 0,7%, em Janeiro.

 

A taxa de juro das obrigações a 10 anos recua 4,9 pontos base para 5,054%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg para o mercado secundário. A “yield” das obrigações a 10 anos tem registado uma tendência de queda nas últimas semanas aproxima-se da fasquia de 5%, que chegou a derrubar no passado dia 21 de Janeiro.

 

No prazo de cinco anos a descida é de 2,4 pontos base para 4,084%, enquanto a taxa implícita no prazo de dois anos desce seis pontos base para 2,510%.

 

A tendência de descida dos juros coincide com a descida das acções europeias, sinalizando que os investidores não estão a reforçar a exposição à dívida portuguesa em consequência de um aumento do apetite pelo risco.

 

Os juros alemães a 30 anos estão a recuar quatro pontos base para 2,49%, segundo a Bloomberg que diz se trata da linha de financiamento alemã mais sensível às expectativas de inflação. Já os juros de Espanha a cinco anos e os de Itália a dois anos recuam para mínimos recorde.

 

“O BCE avisou que a inflação seria baixa mas estou bastante convencido de que não se esperava que fossem tão baixos como [o nível a que] chegaram”, disse o gestor de fundos de obrigações Padhraic Garvey, à Bloomberg. “Isso pressiona o BCE a manter políticas ultra-expansionistas. É um suporte para as obrigações” soberanas das principais economias da Europa, acrescentou.

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