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Juros da dívida mantêm queda e colocam risco em mínimos de 2010

Taxa a 10 anos está a descer cinco pontos-base para 5,32%, na quinta sessão consecutiva (todas de 2014) marcada por uma melhoria da percepção de risco sobre Portugal. “Spread” face à Alemanha também recua, para mínimos de 2010.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 10:16
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As obrigações do Tesouro português voltam a valorizar-se esta manhã, reduzindo as taxas implícitas respectivas. A “yield” a 10 anos está a recuar cinco pontos-base, segundo a Bloomberg, para 5,32%.

 

O alívio é ainda mais acentuado nos prazos mais curtos, entre os oito e os 10 pontos-base. A dívida a cinco anos, maturidade em que a maioria dos analistas acredita que Portugal poderá utilizar em breve, está com taxas de 4,04%.

 

O “spread” face à dívida alemã desce para a casa dos 330 pontos. O risco é medido através do diferencial entre a taxa de juro implícita à dívida portuguesa a dez anos e a mesma taxa implícita à dívida alemã (que serve de referência). A diferença está em mínimos de Dezembro de 2010. Na prática, este diferencial mostra a rendibilidade que um investidor exige para adquirir dívida portuguesa em vez de comprar dívida germânica.

 

O Rabobank emitiu esta quarta-feira uma nota de investimento em que considera que este “spread” é “atractivo” para os investidores, antevendo que ele continue a estreitar-se, pelo menos, até aos 300 pontos.

 

A descida dos juros prende-se com um fluxo significativo de investidores globais para os activos da Zona Euro, sobretudo acções e dívida com maior rendibilidade, numa altura em que os dados económicos na Zona Euro indicam uma melhoria das condições e que países como a Irlanda demonstram ter um acesso pleno ao mercado de dívida.

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