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Juros da dívida portuguesa em alta ligeira

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir ligeiramente depois das quedas registadas no dia de ontem, que levaram a "yield" dos títulos com maturidade a dois anos a atingir um novo mínimo histórico.

1 de Abril de 2011-  Fitch corta 'rating' de Portugal em três níveis para próximo de 'lixo', de 'A-' para 'BBB-'. Quatro dias depois a Moody’s reduz a notação financeira do país para Baa1 e admite voltar a cortar.
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 13 de Junho de 2014 às 12:13
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Os juros da dívida pública portuguesa estão esta sexta-feira em alta ligeira. A dois anos, os juros da dívida pública avançam 2 pontos base para 0,904%, depois de ontem terem tocado no valor mais baixo de sempre ao negociarem nos 0,88%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg.

 

A cinco anos, as "yields" somam 5,4 pontos base para 2,238% e a dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si sobem 1,4 pontos base para 3,362%. Esta é a segunda sessão consecutiva que, a dez anos, as "yields" avançam, corrigindo dos mínimos de 2015 atingidos nas sessões anteriores.

 

O prémio de risco da dívida portuguesa está também a registar uma subida ligeira, situando-se nos 200,1 pontos base.

 

Este comportamento dos juros da dívida pública portuguesa tem lugar numa altura em que o mercado especula que o Tesouro português poderá estar a preparar uma nova operação de recompra de dívida. Desta vez, na dívida que vence em 2016, ou seja, dentro de dois anos.

 

Esta semana, Portugal voltou ao mercado com uma emissão de obrigações do Tesouro a dez anos sem o apoio de nenhum sindicato bancário. Nesta operação, a agência que gere o crédito público colocou 975 milhões de euros em dívida que vence em 2024, um valor que excedeu o máximo pretendido. Os títulos foram colocados a um preço que pressupõe uma rendibilidade de 3,2524%, abaixo dos 3,5752% suportados na última emissão a 10 anos feita pelo IGCP, a 23 de Abril.

 

A subida ligeira das "yields" nacionais ocorre um dia depois da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter anunciado que o Governo vai abdicar da última tranche do empréstimo.

 

As condições no mercado de dívida têm sido favoráveis com os investidores a reflectirem as últimas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

 

No passado dia, 5 de Junho, além de descer a taxa de juro de referência para a Zona Euro de 0,25% para 0,15%, o BCE colocou também a taxa de depósitos em -0,10%, o que significa que os bancos que colocarem depósitos junto da autoridade monetária terão de pagar um juro.

 

O presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou ainda uma série de medidas que visa impulsionar o financiamento à economia, o que teve efeitos na negociação das bolsas europeias, que estão a transaccionar em máximos de, pelo menos, 2010 e nos juros dos países do euro, em especial dos países periféricos.

 

 

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