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Juros da dívida portuguesa invertem e acompanham descidas na Europa

Os juros implícitos na dívida pública portuguesa a 10 anos inverteram a tendência de perdas que predominou ao longo da sessão e seguem a recuar de um máximo que remonta a dia 10 de Janeiro. A inversão interrompeu uma série de quatro sessões consecutivas de subida dos juros.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 16:38
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A “yield” das obrigações a 10 anos recua 2,9 pontos base para 6,413%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg, depois de ter chegado aos 6,498%. Uma taxa próxima da fasquia de 6,5% e que já não ser verificava desde o dia 10 de Janeiro.

 

A taxa de juro da dívida a cinco anos segue também a recuar 3,4 pontos base para 5,214% e, na maturidade de dois anos, recua 3,1 pontos base para 3,489%.

 

Os juros da dívida portuguesa acompanham, desta forma, a tendência da dívida de Espanha e de Itália, onde o mercado de obrigações está a corrigir de uma subida dos juros que ocorreu ontem, segunda-feira, e que foi justificada pela incerteza política nos dois países.

 

Em Madrid, os juros da dívida a 10 anos recuam 7,5 pontos base para 5,363%, num dia em que a tendência de descida é comum às restantes maturidades. Já a dívida italiana a 10 anos negoceia com uma taxa de juro implícita de 4,442%, descendo dois pontos base na sessão.

 

Os juros de ambos os países estão a recuar, depois de terem disparado na segunda-feira, com o agudizar da incerteza política nos dois países. Em Espanha, Mariano Rajoy está a braços com suspeitas de corrupção que resultam da divulgação de documentos pelo jornal “El País”.

 

Itália, onde vão decorrer eleições daqui a poucas semanas, viu os juros da dívida dispararem ontem com o antigo primeiro-ministro e candidato à liderança do governo, Sílvio Berlusconi, a dizer que falar numa saída do país do euro não seria um “uma blasfémia”.

 

Ao mesmo tempo, as bolsas desvalorizaram, na segunda-feira, nos dois países. Uma evolução que, em conjunto com a alta de ontem dos juros, indiciou um aumento da aversão dos investidores aos riscos específico destes dois países.

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