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Juros da dívida portuguesa a 10 anos voltam a superar os 6%

A “yield” das obrigações portuguesas estão a subir mais de 20 pontos base nas principais maturidades, mantendo assim a tendência das últimas sessões. A taxa de juro a 10 anos voltou a superar os 6%, pela primeira vez desde 22 de Abril.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 16:15
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As taxas de rendibilidade (“yields”) associadas aos títulos da dívida pública portuguesa trocados no mercado secundário estão nesta quinta-feira, 6 de Junho, a subir em todas as maturidades, excepto a quinze anos, num movimento acompanhado pelos restantes países periféricos.

 

O sucedido significa que a dívida portuguesa está sob pressão no mercado secundário, e que os investidores pedem um retorno mais elevado para negociar os títulos da dívida nacional, o que se tem verificado nas últimas sessões.

 

A taxa de juro associada às obrigações portuguesas a dez anos soma 22,9 pontos base para se fixar nos 6,023%, valor apenas comparado com o que se registou a 22 de Abril, e que fica acima da taxa de rendibilidade de 5,669% a que ficou associada a primeira emissão de títulos de dívida de longo prazo depois do resgate da troika, realizada em 7 de Maio.

 

Nos demais prazos, os juros estão também a subir. A dois anos, sobem 22,3 pontos base para 3,044%, o valor mais alto desde 11 de Abril. A cinco anos, avançam 28,6 pontos para 4,835%, algo que não acontecia desde 19 de Abril. O aumento das “yields” representa uma descida do preço das obrigações, o que mostra a sua menor atractividade.

 

Os investidores estão a exigir retornos mais altos na negociação de dívida portuguesa em todos os prazos, excepto a quinze anos, com subidas a 20 pontos base na generalidade dos prazos, num movimento que é semelhante ao que se regista nos restantes mercados periféricos como o italiano e o espanhol. A taxa de juro da dívida italiana a dez anos sobe 2,8 pontos base para 4,17%, enquanto a "yield" espanhola avança 2,5 pontos base para 4,45% no mesmo prazo.

 

O pessimismo revelado pelo BCE, com as projecções dos economistas do Eurosistema a apontarem agora para uma recessão de 0,6% este ano na Zona Euro e um crescimento de 1,1% em 2014, números que indicam uma revisão em baixa para as previsões deste ano, justifica parte da evolução das “yields”, que estão a subir desde manhã.

 

O facto do presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, não ter dado indicações sobre novas medidas de estímulo económico também acentuou o pessimismo entre os investidores que levaram, inclusivamente, as bolsas europeias para terreno negativo.

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