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Juros da dívida portuguesa aliviam de fortes subidas

As "yields" associadas à dívida pública portuguesa, que já negociaram em máximos de Maio durante a sessão, seguem em alta mas com subidas mais ligeiras. Analistas ouvidos pela Bloomberg justificam este comportamento com a crise do BES.

Bloomberg

Os juros da dívida pública portuguesa seguem em alta em todas as maturidades, embora com subidas menos acentuadas do que aquelas que marcaram a manhã e que levaram as "yields" a máximos de Maio.

 

A tendência repete-se nos mercados de dívida dos restantes países periféricos, onde as cotações das obrigações (que variam em sentido contrário às "yields") continuam em alta, ainda que com subidas mais ligeiras. Os juros associados à dívida espanhola a 10 anos sobem 3,5 pontos base para 2,754% enquanto a "yield" associada à dívida italiana, no mesmo prazo, avança 3,7 pontos base para 2,878%.

 

Na dívida portuguesa a "yield" das obrigações a 10 anos sobe 13,1 pontos base para 3,780%. No prazo a cinco anos, o avanço é de 13,7 pontos base para 2,470% e a dois anos, o agravamento é de 6,2 pontos base para 0,951%.  

 

Durante a manhã, os juros associados à dívida portuguesa a dez anos, o prazo de referência, atingiu uma subida máxima de 25,9 pontos base, o que representa o crescimento intradiário mais acentuado desde 12 de Julho do ano passado, na altura em que Portugal vivia uma forte crise política na sequência da demissão de Vítor Gaspar e do pedido de demissão irrevogável de Paulo Portas. Nessa sessão, os juros da dívida a 10 anos subiram 94 pontos base para 7,83%.

 

A Bloomberg cita "traders" em Londres que justificam o comportamento da dívida portuguesa com as preocupações com o grupo BES, adiantando que os investidores estão a vender obrigações soberanas portuguesas para expressar estes receios. O "spread" da dívida portuguesa está a agravar-se 12 pontos base para 252,5 pontos base.

 

"As notícias sobre o [Grupo] Espírito Santo estão a causar alguma preocupação", disse à agência de notícias Felix Herrmann, analisa do DZ Bank. 

 

Elia Latttuga, do UniCredit, diz que os investidores estão a aproveitar esta altura para realizar mais-valias com o investimento na dívida portuguesa. O banco italiano, segundo a Bloomberg, está a recomendar aos investidores que aguardem por alguma clareza sobre a situação em Portugal antes de voltar a comprar dívida do País.   

 

Ciaran O'Hagan, do Société Générale, diz que se a situação no BES não contagiar o Estado português, os receios com as obrigações soberanas portuguesas parecem exagerados.

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