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Juros da dívida portuguesa sobem para máximos de Abril

Os investidores estão a castigar os títulos de dívida de países periféricos, nomeadamente de Portugal. A tendência de subida das taxas de juro implícitas tem marcado as últimas sessões.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 13:26
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A dívida portuguesa está esta quinta-feira, 6 de Junho, sob pressão no mercado secundário, onde os investidores a negoceiam, acompanhando o que acontece nos restantes países periféricos.

 

Os investidores estão a pedir retornos mais elevados para negociar títulos de dívida nacional, algo que se tem verificado, de um modo geral, nas últimas sessões.

 

A taxa de juro associada às obrigações portuguesas a dez anos soma 7,5 pontos base (0,075 pontos percentuais) para se fixar nos 5,87%, de acordo com as taxas genéricas disponibilizadas pelo terminal da Bloomberg. Estes títulos de dívida não eram trocados com uma “yield” implícita tão elevada desde o final de Abril.

 

Por sua vez, as rendibilidades pedidas pelos investidores para transaccionar dívida a cinco anos avançam 9,6 pontos base para 4,65%, um máximo da mesma altura. O aumento das “yields” representa uma descida do preço das obrigações, o que mostra a sua menor atractividade.

 

Os investidores estão a exigir retornos mais altos na negociação de dívida portuguesa em todos os prazos (subidas inferiores a 10 pontos base), num movimento que é semelhante ao que se regista nos restantes mercados periféricos como o italiano e o espanhol. A taxa de juro da dívida italiana a dez anos sobe 2,8 pontos base para 4,17%, enquanto a "yield" espanhola avança 2,5 pontos base para 4,45% no mesmo prazo.

 

A ausência de novidades no que diz respeito ao plano monetário, com o Banco Central Europeu a manter a taxa de juro de referência em 0,5%, justifica a evolução. Sem a expectativa de que haja espaço a um anúncio de medidas de estímulo à economia da Zona Euro, o apetite dos investidores pelo risco diminui, aumentando o investimento em títulos considerados mais seguros.

 

Assim, os preços das obrigações alemãs ganham terreno, reflectindo uma descida das taxas de juro implícitas a esses títulos.

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