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Juros da Irlanda disparam 28 pontos

Juros da dívida da Irlanda a 10 anos disparam 28 pontos base. Em Portugal a "yield" das obrigações com a mesma maturidade subiu 2,6 pontos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Novembro de 2010 às 19:32
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Os juros da dívida irlandesa a 10 anos subiram 27,9 pontos base para 8,242%. Enquanto os juros da dívida de mais curto prazo, a dois anos, avançou 2,6 pontos base para 5,405%.

Em Portugal, a evolução foi de subida, mas menos acentuada. A taxa de juro das obrigações a 10 anos subiu 2,6 pontos base para 6,765%. Já os juros das obrigações a dois anos avançaram 4,9 pontos base para 4,205%, segundo os preços genéricos da Bloomberg.

Em Espanha, a evolução é semelhante, com os juros a 10 anos a subirem 8,6 pontos base para 4,607%, e a dois anos a aumentarem 10,3 pontos base para 2,781%.

A pressão sobre a Irlanda para um pedido de ajuda está a aumentar e têm sido proferidas várias declarações que vão em sentidos diferentes. Responsáveis da Irlanda rejeitam necessidade de resgate, com o ministro dos Assuntos Europeus da Irlanda, Dick Roche, a afirmar mesmo que “não há razão para accionar um resgate da UE ou do FMI” e a apelar para que os ministros das Finanças, que estão hoje reunidos, “não entrem em pânico” e revelem união e firmeza.

Ainda hoje, o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen (na foto), admitiu que o país vive uma situação "frágil" mas garantiu que as suas finanças públicas estão controladas e que não pediu ajuda à União Europeia.

O presidente da União Europeia, Herman van Rompuy, lançou hoje um alerta sobre a situação da Zona Euro. "Temos que trabalhar todos em conjunto para permitir que a zona euro sobreviva. Porque se a zona euro não sobreviver, a União Europeia também não sobreviverá", adiantou.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, admitiu que o fundo de emergência da União Europeia seja canalizado apenas para a banca irlandesa. O Comissário Europeu adianta que a UE, o BCE e FMI estão a trabalhar para encontrar uma solução para o sector financeiro irlandês.

E Olli Rehn, o comissário do euro, adiantou aos jornalistas em Bruxelas que a União Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu estão a trabalhar em conjunto para encontrar uma solução para o problema da banca irlandesa

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