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Juros de Espanha disparam com revolta popular e eleições na Catalunha

Taxa a 10 anos volta a aproximar-se dos 6%, com todas as atenções viradas para Espanha depois dos protestos violentos de terça-feira e da convocação de eleições na Catalunha. Manhã que está também a ser negativa para as obrigações de Itália e Portugal.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 26 de Setembro de 2012 às 09:23
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A maior aversão ao risco entre os investidores esta manhã, que está a reflectir-se também na quedas dos índices accionistas, está a penalizar as Obrigações do Tesouro dos países mais fragilizados pela crise da dívida.

Os juros de Portugal voltam a subir, 15 pontos base no prazo a 10 anos para 8,89% e 14 pontos base nos prazo a dois anos, para 5,14%, tal como os de Itália, que na véspera de um importante leilão de dívida de longo prazo vê a taxa a 10 anos subir 12 pontos base para os 5,23%.

As atenções nos mercados estão, no entanto, concentradas em Espanha, depois dos protestos violentos registados ontem em Madrid, numa altura em que o Governo tenta chegar a um acordo sobre o Orçamento do Estado para 2013 e, em simultâneo, tenta escapar a um pedido de ajuda financeira externa.

“O catalisador para esse pedido de ajuda pode muito bem ser um corte de ‘rating’ pela Moody’s, que deverá estar a terminar a revisão da sua notação para o país, que teve início em Junho”, afirma Michael Hewson, analista do CMC Markets, em nota enviada ao Negócios.

“O corte [que seria para “lixo”] poderá acontecer num dos próximos dias”, acredita o analista.

As taxas a 10 anos de Espanha estão a subir 18 pontos base no prazo a 10 anos, para 5,92%, com as taxas nos prazos mais curtos a sofrerem um agravamento ainda maior. Os juros a dois anos estão a disparar mais de 20 pontos base para 3,38%.

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