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Juros de Espanha e de Itália disparam em todas as maturidades

As taxas de juro implícitas nas obrigações de Espanha e de Itália negociadas no mercado secundário estão a disparar. Receios relativos à economia europeia levam juros alemães a novos mínimos mas dívida portuguesa permanece estável.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 16 de Julho de 2012 às 15:55
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Os juros da dívida pública de Espanha e de Itália estão em forte alta, depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter actualizado as previsões de crescimento para vários países do mundo e de ter dito que os riscos, na Europa, são "claramente negativos". O banco com sede em Washington voltou a apelar para que a União Europeia tome medidas abrangentes e rápidas de convergência.

Os juros implícitos nas obrigações espanholas a 10 anos disparam 15,0 pontos base para 6,813%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg. Ao mesmo tempo, os de Itália avançam 9,2 pontos base para 6,150%.

A tendência de subida dos juros implícitos também se verifica nas restantes maturidades das dívidas de Espanha e Itália. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as suas previsões de crescimento para diversas economias. Espanha vai permanecer dois anos em recessão, diz agora banco sedeado em Washington, que prevê uma contracção de 1,5% este ano e de 0,6% em 2013.

A “yield” implícita nas obrigações de Espanha a dois anos dispara 17,4 pontos base para 4,627% e, no prazo de cinco anos, 21,0 pontos base para 6,044%, segundo os dados da Bloomberg.

A taxa de juro implícita nas obrigações italianas com maturidade de dois anos sobe 10,4 pontos base para 3,723% e das obrigações a cinco anos ascende 14,9 pontos base para 5,516%.

Além de rever em baixa as previsões de crescimento para várias economias mundiais para este ano e o próximo, o FMI disse que, na Europa, os riscos são "claramente negativos" e reforçou o apelo para que se tomem medidas urgentes. Nos Estados Unidos da América foram divulgados dados relativos à actividade do retalho, que dão conta de um terceiro abrandamento consecutivo no mês de Junho.

Os investidores acorreram à segurança relativa das obrigações alemãs e levaram os juros implícitos nas obrigações abaixo da fasquia de 0% pela primeira vez, na matutridade de três anos, revela a Bloomberg. Isto significa que os investidores pagaram para ter o seu dinheiro denominado em dívida alemã, um dos poucos activos que é considerado um refúgio de valor na Zona Euro.

Apesar das subidas expressivas das taxas de juro implícitas na dívida de Espanha e Itália, os implícitos na dívida portuguesa oscilam sem tendência definida, embora permanecendo a níveis elevados.

Os juros da dívida a dois anos sobem 0,1 pontos base para 7,653%, enquanto os implícitos nas obrigações a cinco anos recuam 3,4 pontos base para 9,806%. No prazo de 10 anos a subida é de 2,2 pontos base para 10,528%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.
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