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Juros de Itália e Espanha sobem no rescaldo da cimeira franco-alemã

As taxas de juro sobre a dívida italiana e espanhola estão a subir nos mercados secundários, depois de Sarkozy e Merkel terem rejeitado aumentar a dimensão do FEEF e partir para a emissão de dívida conjunta europeia.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 17 de Agosto de 2011 às 08:01
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Apesar de os responsáveis terem procurado temperar as expectativas em relação à reunião entre Merkel e Sarkozy, os investidores receberam com alguma decepção as declarações da chanceler alemã e do presidente francês.

As taxas de juro de Itália estão a subir em todos os prazos, voltando a níveis acima dos 5% no prazo a 10 anos. Já a dívida espanhola da mesma maturidade está, segundo a Bloomberg, a negociar com uma taxa implícita inferior a 5% (4,995%).

A tendência é oposta no que diz respeito à dívida alemã e francesa, em que os juros descem e indicam uma maior aversão ao risco entre os investidores nesta sessão.

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy frustraram ontem as expectativas de muitos responsáveis e economistas europeus, ao banirem as obrigações europeias do "menu" de opções de curto prazo para responder às pressões dos mercados, que depois de terem forçado Grécia, Irlanda e Portugal a recorrerem a ajuda externa, ameaçam agora fechar a "torneira" do financiamento a Espanha e a Itália.

Rejeitada foi também a proposta, apoiada pela Comissão Europeia, de reforçar a dotação do "fundo de socorro" do euro.
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