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Juros de Portugal descem pela segunda sessão após relatório positivo da Moody’s

“Yield” das obrigações a 10 anos desce para 6,25%, abaixo dos 6,64% atingidos na quinta-feira. Agência de notação financeira considera que a conclusão da sétima avaliação ao programa de ajustamento em Portugal, por parte do FMI, é positiva para Portugal.

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Os juros da dívida soberana portuguesa estão a recuar em todos os prazos, num dia em que a agência de notação financeira Moody’s emitiu um relatório com comentários positivos sobre o programa de ajustamento de Portugal.

 

A “yield” das obrigações a 10 anos recua 5 pontos base para 6,25%, depois de já na sexta-feira ter aliviado dos máximos de Fevereiro fixados na sexta-feira nos 6,64%.

 

Nas restantes maturidades a tendência é também de queda, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. Os juros da dívida a dois anos cedem 5 pontos base para 3,45%, quanto no prazo de cinco anos a queda é de 2 pontos base para 5,14%.

 

Nos restantes periféricos a tendência é mista, com os juros de Espanha em ligeira alta (“yield” das obrigações a 10 anos 4,59%) e em Itália em queda ligeira (“yield” das obrigações a 10 anos 4,25%).

 

A bunds alemãs a descer pela primeira vez em cinco sessões, com o juro dos títulos a 10 anos a subir para 1,52%. Os investidores estão focados na reunião de dois dias da reserva Federal, que tem início na terça-feira, aguardando que Ben Bernanke dê sinais que o programa de compra de obrigações não vai ser reduzido a curto prazo.

 

Além deste maior apetite dos investidores por activos de maior risco, a dívida portuguesa está também a beneficiar com um relatório publicado esta segunda-feira pela Moody’s.

 

“A revisão bem-sucedida do FMI é positiva no que diz respeito ao crédito de Portugal porque coloca o programa de apoio de novo nos carris”, aponta a Moody’s no seu “Credit Outlook” de segunda-feira, 17 de Junho, onde se refere à conclusão da avaliação, que aconteceu na passada quarta-feira, e que permitiu que chegasse ao País uma nova tranche de 658 milhões de euros.

  

A avaliação por parte de Washington prolongava-se há mais de três meses, já que a instituição presidida por Christine Lagarde esperava que o Governo de Pedro Passos Coelho apresentasse as medidas que compensassem o chumbo por parte do Tribunal Constitucional a normas inscritas no Orçamento do Estado para 2013.

 

“O Governo teve de apresentar um Orçamento Rectificativo para este ano, que o Parlamento aprovou este mês, abrindo caminho para a conclusão da revisão do FMI”, assinala a Moody's.    

 

Na sua nota de hoje, a agência indica que, para Portugal, é alcançável a meta do défice de 5,5% do produto interno bruto (PIB), um valor mais elevado do que inicialmente estimado. Para 2014, a meta é de 4%, também ela revista em alta, e também ela alcançável. A estabilização da economia portuguesa deverá ocorrer na última parte do ano, assinala o FMI, o que a Moody’s diz ser o seu cenário base.

  

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