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Juros portugueses caem antes de primeiro leilão sem ajuda de bancos

Taxas continuam a cair para mínimos de há vários anos. A dez anos, rendibilidade é a mais baixa desde 2006. Portugal acompanha tendência de ligeira descida na abertura dos mercados de dívida desta quarta-feira.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 08:12
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Os investidores continuam a mostrar apetite pelas obrigações portuguesas no mercado de dívida secundário. As taxas de juro associadas à dívida portuguesa estão a deslizar e renovam mínimos de há vários anos.

 

A taxa de juro implícita da dívida portuguesa a dez anos está a perder 6,6 pontos base para se fixar em 3,63%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg. É a taxa mais baixa desde o primeiro trimestre de 2006. A cinco anos, a "yield" segue nos 2,39% ao cair 4,8 pontos base.

 

As rendibilidades exigidas pelos investidores estão a recuar em todos os prazos, à semelhança do que acontece um pouco por toda a Europa. Alemanha, Espanha e Itália são mercados onde as taxas de juro implícitas estão a resvalar, reflectindo o avanço nos preços das obrigações - uma realidade que se tem verificado com o forte apetite por dívida de países europeus.

 

Este é o comportamento no mercado de dívida secundário, onde os investidores trocam obrigações entre si. Mas é no mercado primário, onde o Tesouro português vende directamente a dívida aos investidores, que se centram as atenções esta quarta-feira.

 

Hoje, será realizado o primeiro leilão de dívida portuguesa sem o apoio dos bancos. Até aqui, as emissões de longo prazo têm sido sempre apoiadas por um conjunto de bancos, o chamado sindicato bancário, que na prática, vai à procura de investidores para comprar dívida portuguesa.

 

Na emissão desta quarta-feira, que serve de preparação para operações já fora do âmbito do programa de ajustamento, isso não vai acontecer, já que não foram contratados bancos para fazerem esse trabalho. Assim, o que vai acontecer é que os investidores interessados é que vão contactar o Tesouro Português para comprar dívida portuguesa.

 

Os analistas consultados pelo Negócios acreditam que esta emissão será um sucesso e que haverá apetite pela dívida portuguesa. O custo de financiamento, dizem, será o mais baixo desde 2005.

 

 

 

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