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Juros portugueses descem em dia de nova emissão de dívida

Os juros implícitos à dívida pública portuguesa estão em ligeira queda em quase todos os prazos. Estado volta hoje ao mercado para colocar até 1.250 milhões de euros.

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As taxas de juro subjacentes aos títulos da dívida pública portuguesa estão hoje em ligeira em queda no mercado secundário. Este movimento é comum a todos os prazos, excepto ao de dois anos, que regista uma subida de quase 12 pontos base para 11,891%.

Nas demais maturidades, os recuos são ligeiros, não chegando aos dois dígitos, com as taxas a variarem entre um máximo de 12,087% a três anos e um mínimo de 10,5% a dez.

A relativa acalmia no mercado secundário da dívida pública portuguesa – mas também espanhola, italiana e irlandesa (a excepção volta a ser hoje a Grécia) – decorrerá, em boa medida, das intervenções do Banco Central Europeu (BCE), que após 19 semanas consecutivas ausente, regressou em força ao mercado: só na semana passada comprou 22 mil milhões de euros de títulos soberanos dos países mais periféricos do euro, sobretudo italianos e espanhóis.

À semelhança do que têm realizado os países já intervencionados, Portugal volta hoje ao mercado para obter liquidez de curto prazo. O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público quer colocar entre 750 e 1.250 milhões de euros em dois leilões de dívida pública, com maturidade a três e seis meses.

Na emissão anterior, a 3 de Agosto, Portugal colocou 750 milhões de euros de Bilhetes de Tesouro com maturidade a três meses a uma taxa média de 4,967%, ligeiramente abaixo da taxa da última emissão comparável, 4,982%, realizada em 21 de Julho.

Ao Negócios, Chiara Cremonesi, analista do UniCredit, antecipa que os custos do leilão de hoje podem mesmo baixar para 4,7% no prazo a três meses.
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