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Juros portugueses intensificam queda e levam a nova descida do risco

A taxa de juro associada às obrigações portuguesas a 10 anos já esteve nos 4,3%, levando a uma redução do prémio de risco face à dívida alemã.

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Mais um dia de alívio da dívida portuguesa no mercado secundário. As rendibilidades pedidas pelos investidores para trocar títulos de dívida nacional estão a intensificar os recuos do início da sessão.

 

A taxa de juro associada à dívida portuguesa a 10 anos (que evolui em sentido contrário ao preço da obrigação) está a recuar 5,2 pontos base para os 4,399%, sendo que já caiu, durante o dia, aos 4,311%. É o valor mais baixo desde Abril de 2010, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg.

 

No mercado secundário, onde os investidores trocam títulos de dívida entre si, a taxa de juro continua a recuar, o que leva a um aumento do diferencial face às "bunds" (dívida alemã). Este diferencial mostra a rendibilidade que um investidor exige para adquirir dívida portuguesa em vez de comprar dívida germânica. Este continua a diminuir, tendo caído para 270 pontos base (2,7 pontos percentuais) esta terça-feira, o que corresponde ao nível mais baixo desde Agosto de 2010, período em que a Europa já estava envolvida numa crise financeira, com a Grécia a pedir nesse ano ajuda externa. A queda do diferencial acontece porque as taxas de juro implícitas da dívida alemã estão a subir, ao contrário das portuguesas.

 

No início de 2014, esse diferencial encontrava-se perto dos 400 pontos base (4 pontos percentuais), altura em que a “yield” pedida pelos investidores para transaccionar dívida nacional se encontrava em torno dos 5,8%.

 

A tendência de recuos ocorre em praticamente todos os prazos da dívida nacional. A taxa a dois anos perde 9,1 pontos base para 1,431%, o mais baixo desde Janeiro de 2010. A cinco anos, a queda é de 4,9 pontos base para 3,32%.

 

O alívio no mercado de dívida acontece no dia em que um grupo de personalidades notáveis do país assinou um manifesto em que pede uma reestruturação responsável da dívida portuguesa, de modo a torná-la sustentável. O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho já veio criticar essa opção embora o PS já a tenha vindo elogiar.

 

Hoje, foi também divulgado que a economia portuguesa cresceu 1,7% nos últimos três meses do ano, acima do que foi anteriormente antecipado.

 

Portugal acompanha Irlanda

 

O comportamento da dívida portuguesa segue a tendência verificada pela Irlanda, com deslizes em todos os prazos. A taxa a dez anos está a negociar nos 3,056%. Pelo contrario, em Espanha, Itália e Alemanha a subida é a realidade.


Portugal continua assim a assistir a um alívio de pressão, numa altura em que se aproxima o fim do programa de ajustamento. Ainda esta terça-feira, 11 de Março, a TSF revelou que o fim do resgate está fixado para 19 e não 17 de Maio, de acordo com uma carta do Governo português enviada à troika no final da 11ª avaliação do programa de ajustamento.

 

A forma como Portugal vai sair do programa vai começar a ser discutida pelos ministros das Finanças da Zona Euro na reunião informal do Eurogrupo, agendada para Abril, revelou Jeröen Dijsselbloem.

 

Ontem, após a reunião de ministros das Finanças que decorreu em Bruxelas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque disse que a decisão de Portugal poderá ser tomada apenas em Maio, defendendo que é melhor esperar por um período mais próximo do fim do programa antes de se decidir se o país recorre a um programa cautelar ou se segue as pisadas da Irlanda e sai sem qualquer rede. 

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