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Juros portugueses sobem apesar de leilão italiano com mínimo histórico

Itália pagou um custo mínimo recorde para vender dívida a três anos. Ainda assim, os investidores pedem retornos mais elevados para trocar dívida italiana no mercado secundário. Espanha e Portugal também sentem este aumento dos juros.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Fevereiro de 2014 às 11:23
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Os juros da dívida nacional estão a ganhar terreno no mercado secundário, a acompanhar o desempenho que se verifica nos restantes países periféricos como Itália e Espanha.

 

Os investidores estão a pedir retornos mais elevados para negociar dívida portuguesa no mercado secundário. A subida é extensível a todos os prazos.

 

A 10 anos, a maturidade de referência, a taxa de juro implícita é de 5,05%, o que corresponde a um avanço de 3 pontos base face ao fecho de ontem. Em Fevereiro, esta “yield” tem gravitado em torno dos 5%, com subidas ou descidas em relação a esta fasquia.

 

O Estado português emitiu dívida esta semana, com a ajuda dos bancos, e pretende normalizar esse regresso aos mercados de financiamento para uma transição suave quando a troika abandonar Portugal (a saída está marcada para 17 de Maio).

 

A dois anos, a taxa de juro sobe 6,4 pontos base para 2,59% ao passo que a cinco anos o ganho é de 7 pontos base para 4,08%. Quando os juros ganham terreno, o preço das obrigações recua, já que o preço e a “yield” evoluem em sentido contrário.


A tendência de subida nos juros portugueses acompanha a evolução em países como Itália e Espanha, em que os investidores estão também a pedir rendibilidades mais elevadas no mercado secundário. Ao contrário, a Alemanha verifica um alívio nas “yields”.

 

Apesar deste comportamento no mercado secundário, a verdade é que, no mercado primário, aquele em que o Estado vai vender dívida directamente, Itália marcou hoje um recorde no custo de financiamento.

 

O tesouro transalpino vendeu 3,5 mil milhões de euros em títulos de dívida a três anos pagando uma taxa de juro implícita de 1,41%. É o valor mais baixo desde a era do euro, de acordo com a Bloomberg. Ao todo, nos vários prazos, Itália conseguiu reduzir o custo de financiamento, arrecadando 7,5 mil milhões de euros. A procura também superou anteriores operações. Isto apesar das incertezas políticas em torno do mandato do primeiro-ministro Enrico Letta

 

 

(Notícia actualizada às 11h35 com mais informações)

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