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Juros portugueses sobem para novos máximos com medo de crise na Itália

"Yields" pedidas pelos investidores para deterem títulos de dívida nacionais voltam a disparar.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 09:04
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Os juros das Obrigações do Tesouro portuguesas voltaram a escalar no mercado secundário e estão em novos máximos desde a entrada no euro em grande parte dos prazos. Os investidores temem que a Itália se siga no grupo de países a necessitar de uma intervenção externa para equilibrar as suas contas públicas, o que acaba por penalizar os mercados das nações periféricas, precisamente a região onde a crise da dívida emergiu e se mantém.

No prazo a dois anos, os juros ganham 23,3 pontos base para os 17,73%, embora este não seja um valor máximo. Na semana passada, este prazo tinha tocado num valor nunca antes registado devido ao corte de “rating” por parte da Moody’s, que colocou a dívida portuguesa com uma classificação que não aconselha investimento.

Com esta notação, os investidores pedem mais juros para deterem títulos de dívida portugueses, já que o risco de os terem é mais elevado, com base na opinião da agência de "rating". Os juros sobem, então, no mercado secundário, que é o mercado onde os investidores trocam entre si os títulos que detêm. O facto de a Itália ter também os seus juros em forte alta, tal como a Espanha, leva a que se intensifiquem os receios de que novos países da Zona Euro precisem de ajuda externa.

De acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, na maturidade a três anos, a subida é de 30 pontos base, o que coloca as “yields” em 19,71%.

O crescimento é de 8,7 pontos base no prazo a cinco anos, o que leva a “yield” aos 17,07%, um novo máximo pelo menos desde que Portugal entrou para o euro.

Da mesma forma, os juros a 10 anos também disparam, neste caso, 36,4 pontos base para os 13,29%, valor não visto desde 2001.

Na maturidade a oito anos, os juros avançam 84,9 pontos base, o progresso mais significativo. Iniciaram a sessão nos 14,7%, seguem nos 15,5%.

Os juros não acalmaram a tendência que já marcavam na semana passada, mesmo com o anúncio de que a reunião entre Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, e Herman Van Rompuy, presidente da União Europeia, tem a participação de outras autoridades do Velho Continente, como Jean-Claude Trichet, do Banco Central Europeu, para discutirem as questões relativas à crise da dívida na Grécia, numa altura em que se intensifica a ideia de que a Itália poderá precisar de ajuda.

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