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Juros portugueses voltam a renovar máximos desde fundação do euro

As rendibilidades pedidas pelos investidores para trocar títulos de dívida portuguesa a cinco e dez anos nunca foram tão altas desde que existe o euro. A tendência das taxas de juro implícita das obrigações portuguesas continua a ser positiva.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 10:08
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Desde que o euro foi fundado, os investidores nunca pediram um retorno tão elevado para trocar títulos de dívida portuguesa a cinco e dez anos como hoje.

Depois de Portugal ter sido bem-sucedido no leilão de dívida de curto prazo, ontem, os investidores estão hoje a castigar os títulos portugueses no mercado secundário – o mercado onde os investidores transaccionam obrigações entre si.

O corte de notação financeira de Portugal para um nível especulativo, por parte da Standard & Poor’s, levou a que já nenhuma das grandes agências de “rating” aconselhe o investimento em títulos portugueses. Nesse sentido, os investidores mantêm a tendência de se desfazerem destas obrigações, pedindo altas rendibilidades para o fazer.

A cinco anos, a rendibilidade pedida pelos investidores, a “yield”, está a subir 32,6 pontos base e está nos 18,2%, tendo já tocado num valor que não era registado desde que o euro começou a circular.

Da mesma forma, a “yield” das obrigações nacionais a dez anos sobe 3,1 pontos base, o suficiente para a levar a 14,6%, igualmente um máximo desde a fundação do euro.

A tónica de subida de rendibilidades é transversal a todos os prazos abaixo de 15 anos, mantendo o mesmo comportamento que verifica desde o início desta semana, na sequência do referido corte de “rating”. Uma tendência que contrariou o alívio que até se tinha vindo a registar nas últimas semanas.

No resto da Zona Euro, os juros estão a marcar um desempenho misto. Em Itália seguem a cair, em Espanha estão a subir, depois de a Fitch anunciar que duvida que o país seja capaz de cumprir as suas metas em 2012 e 2013.

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