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Juros seguem a disparar em Portugal e alargam distância face às "bunds" alemãs

Receios de contágio à Itália e indefinição na ajuda a Grécia estão a levar os investidores a procurarem maiores juros sobre obrigações de países periféricos

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 11:07
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Os juros das obrigações portuguesas estão a disparar em todos os prazos e atingem novos máximos desde a entrada no euro em relação às “bunds” da Alemanha. A possibilidade de a Itália poder vir a integrar o lote de países que necessita de ajuda externa prejudica a negociação no mercado de dívida.

Os investidores fogem do investimento em títulos de dívida de países periféricos, o que está a fazer com que os juros pedidos sobre obrigações destas nações estejam a disparar. Ao mesmo tempo, procuram activos mais seguros, o que os leva a investir nas obrigações alemãs, que vêem, assim, os juros a descerem.

A situação na Itália, que conduziu ao anúncio de medidas de austeridade, leva aos receios de um contágio da crise da dívida àquela país. As mais altas autoridades da Europa reúnem-se hoje para discutir a ajuda à Grécia, mas os mercados não estão a levar essa indicação como um "calmante".

As “yields” sobre os títulos de dívida a dois anos avançam 48,5 pontos base para 17,98%, embora tenha já estado novamente acima de 18%, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg.

No prazo a cinco anos, o juro dispara 32 pontos base e segue nos 17,31%, tendo já tocado num máximo desde a entrada de Portugal no euro.

O mesmo aconteceu nas obrigações a 10 anos, cujo aumento dos juros é de 42,5 pontos base para serem negociados em torno dos 13,35%. A diferença face às taxas germânicas, que seguem nos 2,75% neste prazo, representa um novo máximo desde a entrada no euro.

Uma distância recorde em relação aos títulos alemães é registada também em Itália e na Espanha, numa altura em que os juros irlandeses e gregos marcam, da mesma forma, avanços significativos (por exemplo, de 100 pontos base – 1 ponto percentual – a dois anos na Grécia, cuja “yield” segue nos 31,5%).



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