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Mais de 64% dos créditos à habitação indexados à Euribor a seis meses

Este indexante reforçou o peso nos créditos à habitação assinados em Portugal, no ano passado. Já representa mais de 64% do total.

Bruno Simão
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 08 de Julho de 2015 às 18:00
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O mercado de crédito à habitação continua a ser dominado por contratos de taxa variável. Do total de empréstimos celebrados no ano passado, cerca de 90% foram de taxa variável, mais do que os 87%, relativos a 2013. Esta é uma das conclusões do Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho, publicado esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

 

E no segmento de taxa variável há um indexante que ganha particular destaque: a Euribor a 6 meses. Em cada 100 créditos à habitação em Portugal, 64,4 são indexados à Euribor a 6 meses. No ano anterior, a proporção foi de 62,7%. Recorde-se que, nos últimos meses, e para fazer face aos valores cada vez mais baixos e até negativos da Euribor a 3 meses, muitos bancos deixaram de comercializar crédito à habitação associado a indexantes com prazos mais curtos.

 

Quanto à Euribor a 3 meses, o segundo indexante com mais peso, representou 31% dos contratos, menos do que os 34,4% do ano anterior.

 

Os contratos de taxa mista, isto é, em que uma parte do prazo é de taxa variável e outra parte de taxa fixa, representaram 7,8% dos novos contratos. Em média, o prazo de taxa fixa que aqui está associado é de cinco anos.

 

Os contratos de taxa fixa apresentam uma expressão de 3,1% e que, segundo o Banco de Portugal, se refere sobretudo a regularização de situações de incumprimento.

 

No ano passado, foram concedidos 2,39 mil milhões de euros em crédito à habitação, mais 15% do que um ano antes. Este montante correspondeu a 29.095 novos contratos, onde também se registou um crescimento de 8% face ao período homólogo. Ou seja, em média, cada empréstimo para a compra de casa correspondeu a cerca de 82.144 euros.

 

O "spread" médio dos novos contratos celebrados em 2014 foi de 3,01%, semelhante ao do ano anterior. Já o prazo médio dos empréstimos aumentou para 30,6 anos face aos 29,5 anos fixados um ano antes. 

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