Crédito Malparado dos bancos volta a aumentar em Abril

Malparado dos bancos volta a aumentar em Abril

Os bancos nacionais tinham, no final de Abril, mais de 18 mil milhões de euros em crédito de cobrança duvidosa. Deste, grande parte diz respeito a empresas.
Malparado dos bancos volta a aumentar em Abril
Miguel Baltazar
Raquel Godinho 14 de junho de 2016 às 16:32

As instituições financeiras terminaram o mês de Abril com 18.081 milhões de euros em crédito malparado, revelou o Banco de Portugal, esta terça-feira. Este valor representa um aumento face aos 18.009 milhões de euros relativos ao mês anterior. A justificar este crescimento esteve o crédito de cobrança duvidosa das empresas.


O crédito de difícil recuperação das empresas ascendeu a 13.039 milhões de euros, o que representa o valor mais elevado desde Novembro quando totalizava 13.534 milhões de euros. O valor do crédito malparado em Abril significava 16,17% de todo o financiamento concedido a sociedades não financeiras.


Já no que diz respeito aos particulares, o crédito de cobrança duvidosa ascendia a 5.042 milhões de euros, o que fica abaixo dos 5.096 milhões de euros do mês anterior. Este valor representa 4,26% de todo o dinheiro emprestado às famílias.


O grande responsável por esta descida foi o crédito ao consumo. Neste segmento, o crédito de cobrança duvidosa atingiu os 1.049 milhões de euros, abaixo dos 1.112 milhões de euros de Março. Este valor de malparado representa 8,59% de todo o crédito concedido, a percentagem mais baixa desde Março de 2011.


No crédito à habitação, o malparado ascendeu a 2.543 milhões de euros, mais do que os 2.538 milhões de euros do mês anterior. Isto significa que, de todo o dinheiro emprestado para a compra de casa, 2,63% está dado como de difícil recuperação.


Mas é no crédito para outros fins que a percentagem de malparado é mais expressiva. Atingiu os 15,41% de todo o dinheiro emprestado. Esta é a percentagem mais elevada desde Novembro do ano passado. No total, são 1.450 milhões de euros dados como créditos de cobrança duvidosa, mais do que os 1.446 milhões de euros do mês anterior. 




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