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Malparado nas famílias continua em máximos

As dificuldades das famílias em cumprir com o pagamento dos créditos contraídos continuam a aumentar. O crédito malparado voltou a atingir os valores mais elevados de sempre.

Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 12:08
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O crédito de cobrança duvidosa voltou a aumentar no mês de Março, revelam os dados do Banco de Portugal. Nos particulares, a percentagem de crédito malparado ascende a 4,10%, o que representa o valor mais elevado de sempre. No crédito ao consumo, do total de empréstimos concedidos, 11,88% era de cobrança duvidosa, aumentando ligeiramente face ao mês anterior (11,87%).

 

Nos empréstimos com outros fins (educação, energia e empresários por conta própria), do total de financiamento concedido, 13,27% está como malparado. Apenas no segmento da habitação não se verificou um aumento da percentagem de crédito de cobrança duvidosa face ao mês anterior. A percentagem de crédito de cobrança duvidosa manteve-se nos 2,33%, também um máximo histórico.

 

Nas empresas, por casa 100 euros financiados, 12,38 euros não estão a ser pagos às instituições financeiras. Ou seja, o malparado das instituições não-financeiras mantém-se acima dos 12% (12,38%). Ainda assim, verificou-se um ligeiro alívio, tendo recuado face recorde de 12,42% fixado no mês anterior.

 

A crise financeira que teve início em 2008 tem vindo a justificar o aumento do crédito malparado. A quebra dos rendimentos somada ao crescimento da taxa de desemprego tem impedido muitas famílias e empresas de pagarem as prestações dos empréstimos que contraíram.

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