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Merkel e Sarkozy arrancam nova ronda de negociações para travar crise na Europa

O eixo franco-alemão volta a reunir-se hoje, numa tentativa de afinar propostas, antes da cimeira de quinta-feira.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 05 de Dezembro de 2011 às 08:17
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A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy encontram-se hoje em Paris, numa tentativa para afinarem posições, arrancando uma série de encontros que decorrem ao longo da semana, numa nova tentativa para estancar a crise da dívida na Europa.

Depois de na semana passada, ambos os responsáveis terem acordado na necessidade de existir uma maior integração orçamental entre os países do euro, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy procuram hoje afinar as suas posições, para apresentarem uma proposta comum na reunião de líderes da União Europeia da próxima quinta-feira.

Merkel e Sarkosy pretendem implementar medidas de disciplina orçamental mais coercivas, o que envolverá alterações aos tratados, porém os dois líderes mantêm algumas divergências, que vão procurar solucionar no encontro de hoje.

Questões como o papel do Banco Central Europeu (BCE) na resolução da crise e os mecanismos de sanção para os países que não cumprirem as metas do défice são alguns dos pontos de desacordo, segundo avançou o “Le Jounal du Dimanche”, citado pela Bloomberg.

A reunião de hoje em Paris, no formato de um jantar de trabalho, constituirá a oportunidade de Sarkozy e Merkel "afinarem" então as propostas, com vista a apresentá-las aos restantes 25 chefes de Estado ou de Governo da União Europeia, que se reunirão entre quinta e sexta-feira em Bruxelas, em mais uma cimeira considerada decisiva para a zona euro, sob forte pressão dos mercados.

Na semana passada, os mercados avançaram, com os investidores optimistas perante a série de encontros que tem lugar nos próximos dias.

Segundo fontes diplomáticas, as alterações aos tratados poderão produzir-se através da elaboração de um protocolo que seja aprovado de forma mais rápida pelos 27, já que o tradicional processo de modificação é complexo e moroso, dada a necessidade de ratificação pelos parlamentos de todos os Estados-membros, e o momento que a Europa vive é de urgência.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, tem mostrado abertura a uma eventual alteração aos tratados, tendo defendido na semana passada a ideia de que tal "pode ser uma contribuição que demonstre que o euro é irreversível, que todos os Estados-membros estão unidos no apoio à moeda única", mas tem defendido que tal não pode ser "desculpa para atrasar reformas" e decisões que "têm de ser tomadas agora" para estancar a crise económica e financeira.

A contribuir para este optimismo está ainda um novo plano de austeridade apresentado no final da semana passada pelo Executivo italiano, estimado em 30 mil milhões de euros, com o governo de Mário Monti a antecipar-se à reunião desta semana.

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