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Ministra das Finanças vê "indicadores encorajadores" na descida dos juros da dívida

Maria Luís Albuquerque anunciou que a emissão de dívida a cinco anos, para a qual já foi contratado um sindicato bancário, está “para breve”, sem adiantar detalhes sobre a operação.

Bruno Simão/Negócios
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 18:41
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A ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque confirmou que a emissão de dívida a cinco anos inicialmente noticiada pela Bloomberg vai ocorrer brevemente, durante a conferência de imprensa que deu em conjunto com o seu homólogo norte-americano.

 

O sucesso da operação de troca de dívida em Dezembro e a descida dos juros verificada, no mercado secundário, nas últimas semanas, “são indicadores encorajadores no âmbito da estratégia de regresso pleno ao financiamento em mercado, estando já anunciada para breve uma emissão de dívida a cinco anos”, afirmou a ministra na conferência de imprensa conjunta com o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew.

 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos da América, Jack Lew, encontra-se em Lisboa, onde fez uma curta declaração à imprensa em que sublinhou que o crescimento das exportações demonstra o sucesso do ajustamento económico. Esta manhã, o responsável esteve em Berlim, onde se encontrou com o ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble.

 

No encontro com o homólogo alemão, Jack Lew afirmou que a Alemanha tem feito progressos na redução do excedente da balança comercial na conferência de imprensa dada em conjunto com o homólogo alemão. Contudo, afirmou que seriam desejável um esforço mais expansionista por parte da maior economia da Zona Euro.

 

“Sei que existem desafios em diferentes países que se apresentam de formas diferentes mas é claro que alguns países têm capacidade de estimular crescimento e a procura do que outros podem”, afirmou o secretário norte-americano, na Alemanha, segundo o “Financial Times”.


O Tesouro norte-americano publicou, há dois meses, um relatório em que afirma que a política económica da Alemanha, orientada para o crescimento das exportações, de provocar pressões de deflação na Europa e na economia mundial.

 

A esse respeito, a Alemanha fez progressos. Contudo, seria desejável que o esforço expansionista continuasse, explicou. “Conseguir equilibrar a balança [comercial] é muito importante”, referiu em Berlim, “Mais procura interna [na Alemanha] e investimento seriam coisas boas”, referiu, segundo o “Market Watch”.

 

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