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Moody’s considera que avaliação do FMI é positiva para o crédito de Portugal

A agência de notação financeira indica que a próxima tranche de financiamento vinda de Washington é positiva para Lisboa, mas avisa que ainda há riscos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 07:57
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A Moody’s considera que a conclusão da sétima avaliação ao programa de ajustamento em Portugal, por parte do Fundo Monetário Internacional, é positiva para Portugal. Ainda assim, a dívida do País permanece com a mesma classificação, ou seja, três níveis antes de ser considerada um investimento seguro.

 

“A revisão bem-sucedida do FMI é positiva no que diz respeito ao crédito de Portugal porque coloca o programa de apoio de novo nos carris”, aponta a Moody’s no seu “Credit Outlook” de segunda-feira, 17 de Junho, onde se refere à conclusão da avaliação, que aconteceu na passada quarta-feira, e que permitiu que chegasse ao País uma nova tranche de 658 milhões de euros.

 

A avaliação por parte de Washington prolongava-se há mais de três meses, já que a instituição presidida por Christine Lagarde esperava que o Governo de Pedro Passos Coelho apresentasse as medidas que compensassem o chumbo por parte do Tribunal Constitucional a normas inscritas no Orçamento do Estado para 2013.


“O Governo teve de apresentar um Orçamento Rectificativo para este ano, que o Parlamento aprovou este mês, abrindo caminho para a conclusão da revisão do FMI”, assinala a Moody's.

Ainda assim, os riscos para a perspectiva orçamental continuam a ser substanciais dada a fraqueza económica da UE e a queda no apoio popular ao programa em Portugal. 
Moody's

 

Na sua nota de hoje, a agência indica que, para Portugal, é alcançável a meta do défice de 5,5% do produto interno bruto (PIB), um valor mais elevado do que inicialmente estimado. Para 2014, a meta é de 4%, também ela revista em alta, e também ela alcançável. A estabilização da economia portuguesa deverá ocorrer na última parte do ano, assinala o FMI, o que a Moody’s diz ser o seu cenário base.

 

“Ainda assim, os riscos para a perspectiva orçamental continuam a ser substanciais dada a fraqueza económica na UE e a queda no apoio popular ao programa em Portugal”, escrevem as analistas da agência de “rating” que assinam a nota, Kathrin Muehlbronner e Pamela Reyes Herrera.

 

A Moody’s, que atribui uma notação de “Ba3” a Portugal, a terceira nota mais alta para um investimento especulativo (as suas obrigações são classificadas como “lixo”) mas com perspectivas negativas, menciona ainda que as decisões do Eurogrupo sobre a extensão das maturidades por parte dos mecanismos de resgate, na próxima reunião de 20 de Junho, poderão dar apoio ao regresso do País ao mercado de capitais.

 

“Qualquer esclarecimento sobre quando e sob que condições Portugal se irá qualificar para o programa de Transacções Monetárias Definitivas [OMT, na sigla inglesa], do Banco Central Europeu, depois do programa de apoio actual, irá melhorar o acesso ao mercado de capitais da República”, acrescenta ainda a Moody’s.

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