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Moody’s diz que oposição tem de dizer como vai cortar défice

A Moody’s disse, em declarações ao Negócios, que seria positivo para Portugal que a oposição desse sinais mais claros aos mercados em relação ao compromisso com as metas do défice apresentadas pelo Governo.

Pedro Romano promano@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 16:16
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A Moody’s disse, em declarações ao Negócios, que seria positivo para Portugal que a oposição desse sinais mais claros aos mercados em relação ao compromisso com as metas do défice apresentadas pelo Governo. “Seria bom que houvesse alguma coisa mais concreta”, disse Anthony Thomas, vice-presidente da agência da “rating”.

Para Thomas, é “positivo” que o maior partido da Oposição tenha afirmado publicamente que tenciona, caso seja Governo, atingir um défice de 4,6% este ano e de 3% em 2012. Contudo, “é necessário saber como é que esses objectivos vão ser atingidos. Conhecemos o PEC do Executivo demissionário, da Oposição seria desejável alguma coisa palpável, também”.

Isto é ainda mais importante devido ao facto de o défice de 2010 ter sido revisto em alta, numa operação contabilística levada a cabo entre INE e Eurostat que aumenta significativamente o esforço de consolidação orçamental. “O grau do ajustamento terá de ser maior”, disse Thomas.

A Moody’s, que baixou hoje o “rating” da República para Baa1, está agora a avaliar a situação das contas públicas. Segundo Anthony Thomas, o processo só deverá ser concluído em Julho, quando a poeira em torno do futuro político do país se dissipar.



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