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Moody’s elogia medidas de Rajoy mas mantém "rating" de Espanha

A austeridade imposta por Mariano Rajoy em Espanha é positiva, na opinião da Moody’s. As novas metas orçamentais são alcançáveis, considera a agência de notação financeira, que indica que as anteriores eram "irrealistas".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Julho de 2012 às 13:08
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A Moody’s considera positivas as medidas que Mariano Rajoy impôs em Espanha na semana passada. Porque torna as novas metas orçamentais realistas.

Num comentário hoje divulgado, a agência de notação financeira considera as referidas medidas, que incluem o aumento do IVA e o corte do subsídio de Natal aos funcionários públicos, “como positivas, em termos de crédito”.

“A meta orçamental revista é mais credível e é mais provável que o país alcance os novos objectivos”, considerou a analista Kathrin Muehlbronner, citada pela agência Bloomberg.

Foi anunciado um alívio da meta do défice orçamental para Espanha, que deverá registar, este ano, 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB), em vez dos 5,3% anteriormente definidos. Só em 2014, e não em 2013 como antes estabelecido, é que Espanha deverá ter de apresentar um défice inferior a 3%. As metas anteriores eram consideradas “irrealistas” pela Moody’s.

“As metas orçamentais anteriores do governo espanhol eram irrealistas no actual ambiente de recessão e faziam pouco para restaurar a credibilidade do governo, que Espanha precisa de manter para ter acesso aos mercados de financiamento internacional a custos razoáveis”, continua a analista.

Embora dê essa boa indicação, a Moody’s não alterou, hoje, a classificação de risco de Espanha, actualmente de “Baa3”, o último patamar antes de a dívida deixar de ser considerada como um investimento seguro e não especulativa.

Apesar do comentário favorável, as rendibilidades exigidas pelos investidores para trocar dívida, depois de terem recuado após o anúncio, logo voltaram a subir, reflectindo dúvidas em relação ao pacote e à sua credibilidade. Hoje, permanecem em alta, subindo mais de 10 pontos base em vários prazos. Ainda assim, a taxa de juro implícita à dívida a 10 anos está abaixo nos 6,7%, inferior à fasquia de 7% considerada mais alarmante pelos intervenientes do mercado.
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