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Novo crédito à habitação mantém-se acima dos 900 milhões em fevereiro

Depois de terem emprestado perto de mil milhões de euros para a compra de casa em janeiro, os bancos concederam 919 milhões de euros para crédito à habitação no segundo mês do ano.

A lei foi aprovada na quinta-feira e aplica-se a partir de 1 de abril.
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Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 14 de Abril de 2020 às 12:24
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Os bancos portugueses voltaram a emprestar mais de 900 milhões de euros em crédito para a compra de casa, em fevereiro, segundo os dados divulgados esta manhã pelo Banco de Portugal. O montante financiado fica, ainda assim, abaixo do valor financiado em janeiro, mês em que as instituições bancárias concederam perto de mil milhões de euros em novas operações de crédito para a casa.

As novas operações de crédito à habitação atingiram os 919 milhões de euros, no segundo mês do ano, segundo o Banco de Portugal. O valor financiado fica aquém dos 977 milhões de euros emprestados para esta finalidade em janeiro, mas ainda não reflete o impacto da covid-19, na medida em que as medidas de confinamento apenas foram aplicadas em março.

Contabilizando os dois primeiros meses do ano, a concessão de novo crédito para a compra de casa situa-se em 1.896 milhões de euros, com o financiamento para a compra de casa a registar o arranque de ano mais acelerado desde 2008. Este ritmo deverá, porém, sofrer um revés em março, devido ao coronavírus. A declaração do estado de emergência e as medidas de isolamento social interromperam negócios e a compra e venda de imóveis não será uma exceção.

Ao contrário do crédito à habitação, que desacelerou face a janeiro, as novas operações de crédito ao consumo aumentaram. Foram emprestados 469 milhões de euros, em fevereiro, em crédito ao consumo, acima dos 460 milhões de euros emprestados no primeiro mês do ano. Já o crédito para outros fins aumentou de 215 para 248 milhões de euros.

No total, os bancos financiaram, em fevereiro, 1.636 milhões de euros às famílias, um montante ligeiramente inferior aos 1.652 milhões emprestados em janeiro.

A concessão de crédito a particulares vinha a ser ao longo dos últimos anos uma das apostas da banca para garantir rentabilidade, através de todas as comissões associadas a estes contratos, para compensar o ambiente de taxas de juro historicamente baixas. Contudo, com as famílias confrontadas com quebras de rendimento e situações de redução de horários de trabalho e desemprego, devido à covid-19, a evolução crescente das novas operações de crédito deverá inverter-se.

Mais crédito para empresas

O crédito a empresas registou um crescimento em fevereiro. Segundo os números do BPStat, as novas operações de crédito dirigidas a sociedades não financeiras atingiu os 2.743 milhões de euros, um valor que compara com os 2.571 milhões de euros em janeiro e com os 2.258 milhões emprestados no período homólogo.

As operações de financiamento superiores a um milhão de euros superou os 1.287 milhões de euros, face aos 1.047 milhões concedidos no arranque do ano. Já os novos financiamentos destinados a empresas de menor dimensão, inferiores a um milhão de euros, situaram-se praticamente no mesmo nível observado um mês antes: 1.457 milhões de euros, contra 1.497 milhões em janeiro.
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