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Passos considera que juros caíram porque investidores acreditam na sustentabilidade da dívida

O primeiro-ministro defende que as actuais taxas pedidas pelos investidores na negociação de dívida portuguesa, em mínimos de há vários anos, se devem à trajectória feita por Portugal, que dá garantias de sustentabilidade da dívida no futuro. Uma afirmação feita numa altura em que, além dos juros portugueses, também os de outros países europeus se encontram numa trajectória descendente.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 11:07
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Pedro Passos Coelho acredita que as taxas de juro associadas à dívida pública nacional apresentam uma trajectória descendente, para se fixarem em valores mínimos que não eram verificados há vários anos, devido à crença dos investidores de que a dívida pública é “sustentável”.

 

“Aqueles que vão tomando dívida portuguesa a longo prazo estão convencidos de que a dívida pública é sustentável, de que o investimento é seguro”, defendeu o governante, em Lisboa,

 

Na conferência realizada pelo “Diário Económico” esta quarta-feira, 23 de Abril, o primeiro-ministro disse ter a convicção de que Portugal será capaz de viver na união monetária (euro), sob as regras definidas pelo Tratado Orçamental e com a dívida pública a representar cerca de 130% do produto interno bruto, em 2013.

 

Uma ideia que Passos Coelho acredita não ser apenas sua. “Se não fosse partilhada com os investidores, não teríamos a quebra das taxas de juro que se vive hoje”, adiantou.

 

As taxas de juro associadas à dívida portuguesa têm resvalado no mercado secundário (onde os investidores trocam dívida entre si), sendo que a taxa de referência, o prazo a dez anos, está em níveis que não eram verificados há oito anos.

 

Estes deslizes têm acompanhado aquilo que acontece nos restantes países periféricos da Zona Euro, como Irlanda, Espanha, Itália mas também a Grécia. Nos três primeiros, as rendibilidades implícitas exigidas pelos investidores estão em níveis mínimos, também, de vários anos e, em vários prazos, encontram-se em valores nunca antes vistos.

 

A corrida por obrigações dos países periféricos da região tem sido impulsionada pelas medidas e palavras de apoio à economia da Zona Euro proferidas por Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu. No entanto, a revista “The Economist” alertou, na sua edição desta semana, para uma possível “bolha” a ser criada em torno do mercado das obrigações, que tem levado a estas fortes descidas das rendibilidades (que evoluem em sentido contrário ao preço das obrigações).

 

No caso português, há a acrescentar que muitos investidores institucionais estão impossibilitados de adquirir dívida nacional tendo em conta que as agências de notação financeira, que norteiam o investimento no mercado obrigacionista, ainda classificam a dívida portuguesa como um investimento especulativo.

 

 

 

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