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Passos considera que resultados do leilão trazem “bastante confiança no futuro”

Primeiro leilão de dívida sem ajuda de bancos, onde o custo de financiamento do Estado foi o mais baixo desde 2005, é “boa notícia” para Portugal, segundo o primeiro-ministro.

5.º- Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro cai dois lugares na tabela. A negociação com a troika foi transferida para Portas.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 11:18
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Ao mesmo tempo que Pedro Passos Coelho estava numa conferência realizada pelo “Diário Económico”, para falar do período de resgate e do pós-troika, o Tesouro português realizou a primeira emissão de dívida sem recorrer à ajuda dos bancos. O custo que aceitou foi o mais baixo desde 2005. Questionado sobre a operação, da qual só conheceu os resultados na conferência, Passos Coelho falou numa “boa notícia”.

 

“É o primeiro leilão [sem ajuda dos bancos] e, pelos vistos, tem um bom resultado, o que nos dá bastante confiança no futuro”, afirmou o primeiro-ministro, adiantando que uma operação nestes moldes é “importante” para o País.

 

Na sua resposta sobre o tema, Passos Coelho quis frisar que este foi o primeiro leilão sem o recurso a um sindicato bancário (conjunto de bancos que contacta os investidores para adquirirem dívida) desde o pedido de ajuda externa. Desta vez, e sem os bancos, Portugal registou a procura por parte dos investidores que, por si, estão interessados nessas obrigações nacionais.

 

O IGCP, agência que gere a dívida portuguesa, conseguiu colocar obrigações no valor de 750 milhões de euros, com uma procura que foi 3,5 vezes superior a esse montante. A taxa foi de 3,572%, a mais baixa desde 2005.

 

Passos Coelho considerou que a descida das taxas de juro associadas à dívida pública portuguesa no mercado secundário (onde os investidores trocam dívida entre si) tem acontecido porque os investidores acreditam na sustentabilidade da mesma, embora esta se tenha fixado, em 2013, em torno de 130% do produto interno bruto.

 

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