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Pimco: Compras de dívida pelo BCE são "ponte que leva a lado nenhum"

O presidente da maior gestora de activos do mundo diz que, dentro de algumas semanas ou meses, os mercados vão perder a confiança na intervenção do BCE nos mercados de dívida. Essa é "uma ponte que leva a lado nenhum".

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 17 de Agosto de 2011 às 09:55
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Em artigo de opinião publicado no diário alemão Handelsblatt, Mohamed El-Erian acredita que os mercados já estão a questionar a estratégia de “comprar tempo” do BCE.

A intervenção do BCE nos mercados secundários, que passa agora também pela compra de dívida espanhola e italiana, levou a que as taxas de juro sobre a dívida desses dois países aliviassem dos 6,3% tocados no início de Agosto para os 5% que rondam nesta altura.

“A menos que o BCE seja substituído nestas funções, esta é uma ponte que levará a lado nenhum”, comentou o responsável da Pacific Investiment Management (conhecida como Pimco).

Isto fará com que dentro de apenas algumas semanas ou meses, a Zona Euro seja “empurrada” para a sua “última batalha”.

Três cenários para a Zona Euro

Aí, três coisas podem acontecer, diz El-Erian. Pode dar-se um desmembramento desordenado do euro, o que acontecerá se os principais países continuarem a adiar decisões ou se os países em perigo não cumprirem com os objectivos de reforma.

Uma segunda hipótese é o início de uma união orçamental. “A Alemanha deve fazer pela Zona Euro o que a Alemanha Ocidental fez à antiga República Democrática Alemã: passar cheques volumosos ao longo de vários anos”. O que, admite El-Erian, implicaria necessariamente a entrega de parte da soberania por parte dos países.

Uma terceira possibilidade passaria pela criação de uma “Europa Central”, composta apenas pelos países com economias mais robustas. Os países mais frágeis poderiam pedir a suspensão da sua participação na moeda única, com o objectivo de reduzir os níveis de dívida e melhorar a competitividade.

“O mais importante é que o euro sobreviva”, remata El-Erian.
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