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Procura de mais de oito mil milhões baixa juros na emissão em dólares (act)

O IGCP está a emitir dívida a 10 anos em dólares, com o sindicato bancário a oferecer aos investidores um "spread" de 265 pontos base acima da taxa de juro de mercado. A procura já supera os 8 mil milhões de dólares, segundo a Dow Jones.

Miguel Baltazar/Negócios
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 10:05
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Portugal está a avançar esta manhã com uma emissão de dívida em dólares, com uma maturidade a 10 anos, estando o sindicato bancário a oferecer aos investidores um "spread" de 260 pontos base acima da taxa de mercado, noticia a Bloomberg. 

 

Esse prémio já foi revisto duas vezes, dos iniciais 270 pontos-base para 265 e agora para 260 pontos-base. Isso está a ser possível graças à procura pelos investidores, que segundo a Dow Jones, que cita fonte do sindicato, já supera os oito mil milhões.

 

Com a taxa "mid swaps" do dólar a 10 anos a situar-se esta manhã nos 2,65%, a taxa de juro absoluta deverá rondar os 5,2%. Contudo, o "spread" poderá ainda ser alterado até ao fecho dos livros, ficando dependente da procura.

 

O montante indicativo da emissão ainda não é conhecido. Em declarações à Bloomberg, o analista do ING, Alessandro Giansanti, diz que faz sentido uma emissão de 2 mil milhões de dólares. 

 

Trata-se de uma emissão apoiada num sindicato bancário composto por Barclays, Danske Bank, HSBC e Société Générale, que irão recolher ofertas por parte de investidores que investem - preferencial ou exclusivamente - em títulos denominados na divisa norte-americana. Será o culminar de um processo que inclui um "roadshow" do IGCP nos EUA.

 

Moreira Rato revelava no passado dia 25 de Junho que "Portugal está a ponderar a realização de emissões sindicadas em euros e em dólares" no segundo semestre deste ano, corroborando a notícia do Negócios que no dia 18 de Junho noticiava a estar em curso a preparação do já referido empréstimo sindicado em dólares.

 

Esta modalidade de emissão de dívida, segundo o IGCP, permitirá diversificar as fontes de financiamento e também alargar a base de potenciais investidores.

 

Além disso serve para garantir um importante encaixe financeiro cuja importância cresceu depois de o Governo português ter optado por não recorrer à última tranche do programa de assistência económica e financeira negociado com a troika.

 

O Executivo liderado por Pedro Passos Coelho terá como objectivo garantir, até final deste ano, cerca de dois terços dos recursos financeiros necessário para o ano de 2015, pelo que uma emissão sindicada em dólares poderá permitir facilitar tal propósito.

 

(notícia actualizada às 13h30 com mais informação)

 

 

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