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Portugal emite dívida a juros inferiores a 2% no primeiro leilão do ano

O IGCP colocou a totalidade dos 2.500 milhões de euros pretendidos no primeiro leilão de dívida de 2013. A tendência de queda nos custos continua, já que estes baixaram de forma acentuada em todas as linhas, com Portugal a pagar menos de 2% para se financiar a 18 meses.

S&P: Portugal é um anjo em risco de perder as asas
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 10:53
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O IGCP emitiu 300 milhões a três meses, 1.200 milhões na dívida a 12 meses e 1.000 milhões a 18 meses, a maturidade mais longa que foi a leilão esta quarta-feira. No total, foram emitidos 2.500 milhões, o topo do intervalo indicativo: que ia de 2.250 milhões a 2.500 milhões. 

 

Em todos os casos, as taxas implícitas a que foram vendidos os bilhetes do Tesouro ficaram abaixo dos custos suportados nos leilões anteriores em prazos semelhantes.

 

No prazo a 12 meses, os 1.000 milhões de euros foram colocados a uma taxa igualmente mais baixa, com os títulos a reembolsar em Janeiro de 2014 “vendidos” a uma taxa de 1,609%, contra 2,101% de uma emissão feita em Outubro.

 

Juros baixam para menos de metade desde Julho

 

A título de comparação, Portugal suportou um custo de 3,5% para se financiar a 12 meses em Julho, dias antes de Mario Draghi prometer "fazer tudo, dentro do mandato, para preservar o euro". No início do ano, o Estado pagava 5% para se financiar a um ano.

 

A melhoria dos custos de financiamento do Estado verifica-se sobretudo na linha a 18 meses, em que a taxa implícita desceu de 2,99% pagos em Dezembro para 1,963%. Outro sinal positivo foi a subida da procura relativa nesta linha, com a procura a superar o montante colocado em 2,7 vezes, contra os 1,9 de Dezembro.

 

A descida dos juros para menos de 2% no prazo a 18 meses vem em linha com a tendência nas últimas semanas os títulos no mercado secundário, onde os investidores transaccionam entre si títulos semelhantes. 

 

A dívida a três meses foi colocada com uma taxa de 0,667%, contra os 1,936% “pagos” num leilão realizado em Novembro.

 

"Esta descida está em linha com o que se tem verificado ao longo dos últimos meses para a dívida portuguesa, o que podemos associar a uma descida na percepção do risco", diz Filipe Silva, gestor de mercado de dívida do Banco Carregosa.

 

"As taxas nestes leilões desceram significativamente e o caso mais exemplificativo é o da dívida a três meses, em que a taxa veio  dos quase 2% para os 0,66%", diz o especialista, destacando ainda que "a procura foi elevada - sempre superior ao dobro da oferta e num dos leilões chegou a superar a oferta em mais de quatro vezes."

 

Steven Santos, "account manager" da XTB Portugal, diz que "o êxito alcançado hoje no financiamento de curto prazo vai reforçar o objectivo de regressar aos mercados internacionais de dívida de longo prazo".


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