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Portugal encaixa 4,5 mil milhões de dólares na emissão de dívida (act)

O IGCP vai emitir 4,5 mil milhões de dólares com maturidade a 10 anos, na operação que decorre esta quarta-feira e que, segundo os últimos dados, atraiu uma procura de oito mil milhões.

Miguel Baltazar/Negócios
Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 14:16
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O Tesouro português decidiu emitir 4,5 mil milhões de dólares em dívida a 10 anos denominada em dólares, segundo as agências Dow Jones e Reuters, que citam fontes próximas do processo.

 

Trata-se do dobro do que alguns analistas previam e dos 4 mil milhões de dólares inicialmente noticiados. Mas corresponderá a uma satisfação de cerca de metade da procura demonstrada pelos investidores. Segundo os últimos dados, esta terá superado os oito mil milhões de dólares.

 

Não era conhecido um montante indicativo antes da operação, que foi noticiada pelo Negócios a 16 de Junho e que João Moreira Rato, o presidente do IGCP, confirmou na semana passada.

 

Ao câmbio actual, o montante encaixado ronda os 3,29 mil milhões de euros.

 

A taxa a pagar, segundo as últimas informações, desceu para 260 pontos-base face às primeiras intenções de 270 e 265 pontos base. A elevada procura permitiu aos bancos que estão a gerir a operação oferecer uma remuneração menor aos investidores.

 

Este prémio deve somar-se à taxa de referência dos Títulos do Tesouro dos EUA ("Treasuries"), que negoceiam, neste momento, com uma "yield" de 2,59%. Assim, a taxa absoluta rondará os 5,19%. O IGCP deverá ainda esta quarta-feira dar o valor com maior exactidão.

 

Primeira emissão em dólares em quatro anos

 

Trata-se de uma emissão apoiada num sindicato bancário composto por Barclays, Danske Bank, HSBC e Société Générale, que irão recolher ofertas por parte de investidores que investem - preferencial ou exclusivamente - em títulos denominados na divisa norte-americana. Será o culminar de um processo que inclui um "roadshow" do IGCP nos EUA.

 

Moreira Rato revelava no passado dia 25 de Junho que "Portugal está a ponderar a realização de emissões sindicadas em euros e em dólares" no segundo semestre deste ano, corroborando a notícia do Negócios que no dia 18 de Junho noticiava a estar em curso a preparação do já referido empréstimo sindicado em dólares.

 

Esta modalidade de emissão de dívida, segundo o IGCP, permitirá diversificar as fontes de financiamento e também alargar a base de potenciais investidores.

 

Além disso serve para garantir um importante encaixe financeiro cuja importância cresceu depois de o Governo português ter optado por não recorrer à última tranche do programa de assistência económica e financeira negociado com a troika.

 

O Executivo liderado por Pedro Passos Coelho terá como objectivo garantir, até final deste ano, cerca de dois terços dos recursos financeiros necessário para o ano de 2015, pelo que uma emissão sindicada em dólares poderá permitir facilitar tal propósito.

 

(notícia actualizada com a referência ao aumento do montante da emissão de 4 para 4,5 mil milhões de dólares)

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